O especial para comemorar o grande Estudioso Islâmico, o Xeque Mufid
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O xeque Mufid, um dos maiores estudiosos do Islã e do xiismo, que é homenageado pelo mundo muçulmano.
(last modified 2018-08-22T11:01:34+00:00 )
Dez. 07, 2016 06:36 UTC
  • O especial para comemorar o grande Estudioso Islâmico, o Xeque Mufid

O xeque Mufid, um dos maiores estudiosos do Islã e do xiismo, que é homenageado pelo mundo muçulmano.

Os estudiosos da religião são considerados herdeiros do Profeta do Islã e os zeladores e protetores de fronteiras do Islã. Em um mundo das trevas, que a ignorância como poeira escurecia o espelho do pensamento, da mente e da alma, o espelho brilhante da piedade da natureza humana pode dominar a ignorância e a escuridão.

Mas, o Criador do mundo, nunca abandonará o homem no seu difícil caminho da perfeição e tem enviado sempre os profetas, com a luz para guiar e iluminar o caminho da orientação. Quando a sequencia do envio de profetas selou com o advento do ultimo profeta, e a corrente da orientação foi fortificado com a presença dos doze imames infalíveis da Ahl al-Bait, o Deus, Todo-poderoso, determinou que durante a ausência do ultimo Imam xiita (o Imã Mahdi, o Salvador), os sábios e estudiosos piedosos, como herdeiros dos profetas, zelassem os ensinamentos e se encarregassem a propagar e divulgar a religião.

Eles são pessoas piedosas que não se atraem pelas atrações terrestres e mundanas e têm um dom que oferecem ao mundo outra cor da natureza da luz e orientação. Neste curto atrigo, apresentamos uma desta renomada personalidade na história do Islã, ou seja, o “Xeque Mufid”, sempre relembrado e homenageado com respeito e admiração.

Abu 'Abd Allah Muhammad ibn Muhammad ibn al-Nu'man al-'Ukbari al-Baghdadi, conhecido como al-Shaykh Mufid e Ibn al-Mu'allim (948-1022 dC), foi um proeminente teólogo e jurisprudente islâmica xiita duodécimo da primeira ordem. Ele era filho de Muallim, daí o nome Ibn Muallim. Curiosamente, o título e alcunha de "Mufid" por dado por um dos grandes eruditos sunitas chamados  o Juiz "Abdul-Jabbar" e desde então foi conhecidos como xeque Mufid. O inb Hajar Asqalani, um dos grandes estudiosos do Hadith e Fiqh (Jurisprudência islâmica) da escola al-Shafi, fala dele dizendo: "Ele era muito piedoso e humilde e praticava muita oração e a persistência de conhecimento e ciência. Muitos conhecidos eruditos e sábios da religião da sua época aproveitaram da sua presença e assistiam às suas aulas. O xeque Tusi, o seu melhor discípulo sobre o xeque Mufid, escreveu. “Ele é um dos melhores teólogos xiitas e o mais destacado entre os Mutekalem da escola Imamieh”. Tinha uma boa memoria e a mente precisa e sempre disponível a atender as duvida e perguntas".

Na sua infância, o seu pai o levou a cidade de Bagdá, onde iniciou os seus estudos e aquisição de conhecimentos. Ele frequentou nas aulas de estudo de mais de cinquenta professores e estudiosos de ambas as escolas de pensamento xiita e sunita, e aproveitou da presença de estudiosos destacados da sua época. O xeque Mufid escreveu mais de 200 livros, grandes e pequenos, na sua maioria adequada pela necessidade intelectual do seu tempo, numa linguagem eloquente e fluida.

Antes do xeque Mufid, não era permitido aos juristas, a pratica de jurisprudência islâmica aplicar o seu critério e comentários, na medida em que os jurisprudentes islâmicos tinham que referenciar as mesmas tradições e ditas dos precedentes lideres religiosas, sem nenhuma opinião e capaz de compreensão pessoal nas questões religiosas e no uso de emitir “fatwas” e decretos religiosas. Os livros de jurisprudenciais "Ibn Babawayh" e "xeque Saduq" foram escritos da mesma maneira. Durante este período, os juristas somente estavam atentos aparentemente à tradição e não tão comum beneficiar da sabedoria, razão e ponderação na descrição e emissão dos decretos; isto foi um obstáculo no caminho do desenvolvimento e progresso das ciências religiosas nos Seminários.

Naquele tempo o povo de Hadith, e Mu'tazilite acreditava que a razão por si só é capaz de compreender todas as questões da religião e a maior autoridade neste caso seria a sabedoria. Mufid resistiu, com mesmo rigor que enfrentava a abordagem dos estudiosos em Hadith e, enfrentou os silogismas que defendiam da comparação como a única razão para entender todas as questões de teologia, rejeitando as suas argumentações escrevendo vários livros sobre este assunto. Ele aprovou que a razão unicamente não pode e não é incapaz de entender as discussões da ciência de Kalam (conhecimento das crenças religiosas e mundo islâmico), por exemplo, sobre os atributos de Deus, a Sua Vontade, Audição e Visão, etc.; a razão graças à sabedoria e tradições dos líderes infalíveis da religião que pode alcançar a um entendimento correto.

Por isso o método de Mufid na ciência de Kalam e Jurisprudência islâmica (Feqeh), era um atalho que simultaneamente utilizava a razão e a tradição, não considerava a jurisprudência e Kalam xiita independente destas duas fontes.

A Jurisprudência, na sua percepção e poder emitir decretos através do Alcorão e a Tradição tem uma longa historia no xiismo.

Aiatolá Khamenei sobre os trabalhos do xeque Mufid e o seu método científico da jurisprudência disse: “o Grand xeque com o seu poder intelectual, é considerado um jurista islâmica, que originou uma evoluída historia e a fonte de um corrente dinâmico e profundo. Parece, passada séculos da coleta das fontes de Feqeh islâmica, ou seja, palavras dos líderes infalíveis e da emissão de decretos religiosas, segundo o Alcorão e os seus versículos, em certo momento da historia precisava que o Mufid, como um deposita valioso, criasse um método cientifico da percepção para a jurisprudência islâmica”. Os outros destacados Ulemas xiitas creem que os avanços e os desenvolvimentos que os juristas e os estudioso de Kalam xiitas tinham feito durante ultimas décadas, criou um tesouro sem precedente das obras cientificas, na maior parte baseada nos métodos utilizados por Mufid.   

O xeque Mufid mantinha famosos debates com líderes de outros religiões e as seitas islâmicas. A sua criatividade, inteligência, conhecimento e ao mesmo tempo percepção e sinceridade nestes debates sempre foi admirado por observadores e até por seus adversários. A cidade de Bagdá na época do xeque Mufid era um dos importantes centros da ciência e muitos juristas e teólogos de diferentes credos viviam nesta cidade e lá celebrava frequentemente muitas reuniões e sessões de debate.

O xeque Mufid era um homem de diversos talentos. Além de ser um jurista de primeira ordem, foi uma grande figura literária, historiador analítico, teólogo e tradicionalista. A sua condição de Grande Referencia (Marja) do seu tempo manteve-o extremamente ocupado, mas encontrou tempo para realizar suas sessões de ensino, por isso também foi conhecido como “Mestre da cidade”.

Ele tinha memorizado todos os livros dos seus adversários, para responder às suas perguntas. Ele escreveu mais de duzentos livros, uma demonstração da sua firmeza e determinação na promoção das ciências religiosas.

Xeque Mufid faleceu na véspera da sexta-feira, o terceiro dia do mês de Ramadã, em 413 AH.  O Seu discípulo Syed Murtadha rezou o Salaat de morte para ele, na presença de cerca de oitenta mil pessoas, uma multidão nunca antes vista em qualquer funeral em Bagdá.

A paz esteja com ele no dia em que nasceu, e no dia em que morreu, e no dia em que será ressuscitado.