Um olhar aos filmes selecionados no Festival do Cinema Fajr
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O trigésimo quinto Festival de Cinema Fajr terminou na tarde do 21 de bahman (9 de fevereiro) após dez dias, com a apresentação dos ganhadores dos prêmios do evento cinematográfico.
(last modified 2018-08-22T11:01:55+00:00 )
Fev. 27, 2017 11:56 UTC
  • Um olhar aos  filmes selecionados no Festival do Cinema  Fajr

O trigésimo quinto Festival de Cinema Fajr terminou na tarde do 21 de bahman (9 de fevereiro) após dez dias, com a apresentação dos ganhadores dos prêmios do evento cinematográfico.

Os filmes relacionados com a história contemporânea do Irã, bem como a situação social foi uma característica importante deste período do Festival de Cinema  Fajr.

O 35º Festival de Cinema  Fajr no Irã finalizou com a cerimônia de premiaçao  na qual  estavam autoridades políticas e figuras do cinema nacional. A cerimônia de encerramento , que foi realizada  em Teerã (capital), esteve marcado por vários pontos controvertidos relacionados com as decisões dos jurados . No entanto, muitos dos cineastas decidiram passar o assunto por alto, entre eles Vahid Jalilvand, que ganhou o prêmio de  melhor direção.

Um dos 33 filmes que participaram pela concorrência por ‘Simorgh de Cristal’. O filme ‘Meio dia’ de Mohammad Hussein Mahdavian conquistou 5 prêmios : o de melhor filme, melhor desenho de vestuário, melhor decoração, o filme mais popular e o melhor filme desde o ponto de vista nacional.

A quinta premiada obra cinematográfica narra um episódio de tensão da política do Irã e demonstra os confrontos entre as forças de segurança e membros do grupo terrorista Mujahidín Khalq (MKO, por suas siglas em inglês).

O filme ‘Ferrari’, de Alireza Davudnejad, também recebeu fez  quatro Simorgh de Cristal: em especialidade de som, melhor ator, melhor tema e o prêmio especial dos jurados . Assim mesmo, ‘Os de Villa’, ‘O Segredo’, ‘Sem data, sem assinatura’ conseguiram 3 Simorgh  cada um.

O interessante foi a premiação de melhor atriz já que o prêmio foi dividido entre Leila Hatami e Merila Zarei por suas atuações em “Segredo” e ‘Sob o teto de fumaça’ respectivamente.

Algo significativo que destacou nesta cerimônia de premiaçao foi a assistência do chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif, cuja presença causou uma grande reação entre os espectadores. Do mesmo modo, Navid Mohamadzade, que ganhou um Simorgh pelo segundo ano consecutivo, recebeu uma adoração especial do público.

A sessão internacional deste festival será realizada no final do mês de abril e os organizadores esperam conseguir uma ampla participação mundial.

O filme ‘Meio dia’ narra um apaixonante episódio de um turbulento verão na década dos sessenta (a década dos oitenta na era cristã) contada desde o ponto de vista histórico. Este tipo de histórias havia -se distanciado  dos olhos mágicos do cinema até que após trinta e cinco anos foi rodado um filme sobre este tema.

Os trabalhos anteriores de Mohammad Hussein Mahdavian como “Nos últimos dias de inverno” e “Debaixo  da névoa ” ou documentários como “lesão nos ossos ” indicaram a tendência deste diretor, mas não esperávamos que pudesse fazer um longa-metragem de estrutura pesada. Neste sentido, “Meio dia” surpreendeu a todos já que mostra a experiência e talento de  produzir este filme é um ênfase sobre um importante ponto que a experiência de Mahdavian na produção de documentários históricos.

Os eventos deste filme foram produzidos em 1982. Depois da destituição do presidente  então do Irã, Bani Sadr, a Organização de Mujahidín Khalgh, (MKO) tratou de fazer frente à República Islâmica do Irã e, para isso, criou um esquadrão terrorista que produziam ataques organizados e assassinatos dirigidos a pessoas nas ruas. O filme, quase todo, descreve em detalhe os acontecimentos daqueles dias, e quem não está familiarizado com esses dias pode desfrutar de suas cenas.

"Meio dia” é um exemplo do sucesso do cinema do Irã.  Um filme impactante que mostra os membros do grupo terrorista MKO conhecido como os ´hipócritas´ entre os povos .  O filme, mais perto a um documentário, transfere ao espectador acontecimentos emocionantes do ano 1360 da hégira solar.  A data exata da cada evento que aparece no canto inferior da imagem, não é só um símbolo, mas também é um grande reclamo à fidelidade à realidade.

Ainda que ´Meio dia´ é uma nova versão de Teerã eo 1360, o filme não se limita simplesmente em mostrar os sistemas , mas também as relações e o espírito daquela época. Os outros ganhos deste filme é que Mahdavian se move do documentário ao drama.  Ainda que os temas de seus filmes anteriores são dramáticos, muitas pessoas catalogavam-nos como documentárias. No entanto, ´Meio dia´é um filme de história na que a presença de atores profissionais tem ajudado a dar importância a este assunto.

A senhora Munir Qaidy, diretora iraniana, como secretária e assistente do diretor de cena,  colaborou com inúmeros realizadores . Ela antes de produzir o filme ´Os de Villa´, havia realizado um curta-metragem que  ganhou prêmios em vários festivais .

O filme ´Os de Villa´ foi filmada no sul do Irã, em Andimeshk. ´Os de Villa´ refere-se ao conjunto de casas nas que vivem comandantes da guerra e que ainda existem. O filme trata da vida das esposas dos comandantes da guerra nas décadas dos 80. ´Os de Villa´ faz parte dos filmes que têm muitos atores, na que algumas sequências do filme tem um ator e o resto são atrizes.

Ainda que a história do filme conta a luta das esposas dos comandantes para superar a guerra e humanidade. Este filme mostra um ponto importante e que não foi visto pela defesa sagrada. Com um desenho binário, mostra duas caras, uma externa e outra interna como a resistência e o escape; a ira e a paciência; o orgulho e a decência, como preocupações sérias das esposas dos guerreiros. O grande número de posições e localizações neste filme é digno de elogio, pois tem criado uma variedade dramática, que dirige à audiência a diferentes circunstâncias familiares e sentimentos que enfrentam os veteranos e suas famílias. A Sra. Qaidy, produtora de “Os de Villa´ mostra através de sua obra a essência da feminidade durante os 8 anos da defesa sagrada de maneira  brilhante. Neste filme nós estamos em frente a mulheres,  ainda que desde a idade e a cultura não têm similitude, e  cada uma vive sua própria solidão e, justamente, esta solidão é o que as unem.

A realizadora utiliza toda sua energia, a geografia, os acontecimentos históricos e os comportamentos sociais e inclusive a análise de diferentes pessoas no rosto da guerra, para tomar a melhor vantagem. Realizadora para representar momentos simples, que criou uma obra muito impressionante.

Cinema social,dos mais diversos, o mais nobre do  gêneros cinematográficos mais antigos, bem como as espécies de risco e a sétima arte desafiante que não só é de interesse para os realizadores, mas que às vezes se enfrentou e que teve sucesso de bilheteria, proporcionar os problemas sociais com o objetivo de alarmar inclusive sob  a aparência da esperança, sem dúvida propõem o crescimento e o movimento da sociedade.  Igualmente  no filme ´Sem data, sem assinatura´, a promoção da humanidade e a ética, incluem áreas prometedoras que ajudam à narrativa amarga de Vahid Jalilvand que vem preparando esta narrativa para a audiência.

O filme ´Sem data, sem assinatura´ atende os problemas causados pela pobreza, a desintegração familiar e outros problemas sociais e as lesões ao respeito. O cineasta tenta proporcionar um manifesto pessoal, põe a consciência adormecida da comunidade em confrontp com os demais. A história deste filme tem um ritmo rápido de tal maneira que a audiência desde os primeiros minutos entende do que se trata a história.

Ainda que o filme é muito comovente, felizmente, o realizador de jeito nenhum envolve a armadilha do sentimentalismo e quiçá é um dos motivos pelo que não usa elementos de música. O filme ´Sem data, sem assinatura´, quanto a técnica e  estrutura, é regular e supera todas as expectativas. A atmosfera, o desenho e os atores tudo forma um conjunto brilhante em “Sem data, sem assinatura´ cujas cenas concernentes à morte e decisão representam naturalmente que criam um certo medo na mente dos espectadores.