Relatório da Conferência Internacional de Combate a Áreas e Tempestades de Poeiras
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Teerã acabou de realizar uma conferência internacional de Combate a Areas e Tempestades de poeiras, do dia 3 à 5 de julho com a participação de 43 países, várias agências da Organização das Nações Unidas (ONU), cientistas e experientes.
(last modified 2018-08-22T11:02:30+00:00 )
Jul. 22, 2017 02:02 UTC
  • Relatório da Conferência Internacional  de Combate a Áreas e Tempestades  de Poeiras

Teerã acabou de realizar uma conferência internacional de Combate a Areas e Tempestades de poeiras, do dia 3 à 5 de julho com a participação de 43 países, várias agências da Organização das Nações Unidas (ONU), cientistas e experientes.

A conferência foi  realizada na raiz de uma proposta para a resolução apresentada pelo  Irã no dia 21 de dezembro de 2016 sob o título "Confronting Dust Storm", que foi aprovado após dois meses meio a explicações da República Islâmica do Irã em Nova York com o consenso de todos os países no segundo comitê da Assembléia Geral da ONU. Durante a Conferência Internacional de Combate a Áreas e às Tempestade de Poeirss, os ministros e representantes dos países participantes trocaram experiências, trataram de retratar soluções e estudaram os desafios relacionados com o fenômeno das tempestade de pó.

Um dos problemas que se apoderou de algumas das cidades iranianas e de várias cidades do mundo durante a última década é a propagação das tempestades de pó que se intensificou como resultado do aquecimento global e a mudança climática. O presidente da República Islâmica do Irã, Hassan Rouhani, na cerimônia de inauguração da Conferência na Luta contra as Tempestades de Pó, Desafios e Soluções, disse que hoje o tema das tempestades de pó, como muitos temas ambientais, tem ido muito além das fronteiras nacionais e se converteu em um assunto regional e inclusive uma questão global. Isto tem posto em perigo a vida de pessoas na Ásia Ocidental e Oriental, assim como na África do Norte e em muitas outras regiões do mundo.

Em seu discurso na abertura da inauguração , o secretário geral adjunto da ONU, Hu Envolvem Shoo, ao enfatizar que as tempestades de pó não tem haver com os limites políticos, indicou que a devastação levou à migração em muitos lugares durante os últimos 10 anos e esta tendência poderia continuar nos próximos anos e acabar com 17% do produto bruto interno (PIB) em alguns países do mundo. A desertificação e a tempestade de pó também têm afetado a saúde, o bem-estar econômico e social na Ásia Ocidental e em outras partes do mundo. O fenômeno da tempestade de pó tem desafiado o desenvolvimento sustentável de vários países e converteu-se em um obstáculo para atingir os objetivos em 2030. Por esta razão, a participação de vários governos na solução do problema é  objetivo chave da Conferência Internacional sobre o Combate às Tempestades de Pó.

Abdul Rahman A o-Awdi, secretário executivo da Organização Regional Rápida, também disse sobre a importância desta  conferência e assinalou: "Na situação atual, temos que considerar seriamente a questão do pó. Só em algumas partes do mundo que têm vegetação adequada não há tempestade , pelo que o gerenciamento dos recursos hídricos é importante no controle deste fenômeno". Al-Awdi agregou que Ásia Ocidental é o único lugar no mundo que tem muitos desertos e é necessário prestar muita atenção a este assunto.

O mandatário iraniano também recordou que "Ainda que a fonte de algumas das tempestades de pó no Irã é interna, a fonte do lado externo não é comparável à interna, que constitui de  20 % das tempestades de pó em nosso país.  Rouhani agregou que no  Iraque, Jordânia, Kuwait, Síria, Arábia Saudita, Paquistão, Afeganistão e Turquemenistão estão entre os países que são a fonte da tempestade de pó na Ásia Ocidental que inclusive chega às vezes até o Irã. De acordo com análises, em 24 horas 8 milhões de metros cúbicos de solo substitui-se por uma tempestade de pó e isto significa que põe em perigo a vida e a saúde das pessoas, bem como a agricultura, os jardins o povo e o meio ambiente do Irã.

O presidente Rouhani destacou que não podemos ficar indiferentes ao que está danificando o meio ambiente e enfatizou: "Em nossa região, um país que tem planos de construir 22 represas, pode criar efeitos muito devastadores nos rios Tigris e Éufrates. A construção de uma grande quantidade de represas no norte e o sul de Afeganistão pode afetar com secas as províncias de Khorasan e Sistan-Baluchistão e o lago Hamun pode vir a  secar . Ademais não só sofrerão as províncias orientais do Irã, mas  também o povo  Afeganistão e se não  pensamos em uma solução para controlar essas tempestades de areia, os habitantes da região serão  obrigados a emigrar dos centros da civilização humana na região, pelo que tanto os países regionais como as organizações internacionais são responsáveis ".

O governo da República Islâmica do Irã considera necessária a ação nacional e continuará neste caminho restaurando lagos, banhados, prevenção da desertificação mediante a plantação de plántulas e o acolchado e melhorando as condições de vida dos lagos e banhados. Mas qualquer sucesso nesta área precisa da cooperação regional e internacional. A Conferência Internacional sobre o Combate às Tempestades de Pó Conferência de Teerã está sendo realizada com esse propósito. A este respeito, serão realizadas  quatro reuniões técnicas e especializadas com a cooperação de todos os países participantes, das agências das Nações Unidas, bem como de cientistas e experientes a níveis mundiais .

Ao final destas reuniões, propuseram-se sugestões para ser utilizadas no futuro pela ONU. Na reunião os participantes também frisaram a necessidade de prestar atenção internacional ao problema e a necessidade de promover o manejo sustentável da terra, a água e o solo, especialmente nas regiões áridas e semiáridas como Irã .frisar a importância de proteger a saúde das pessoas contra os efeitos adversos e a necessidade de informar às pessoas da magnitude e os efeitos da tempestade de pó figuram entre outro temas discutidos nas reuniões. Os países proporcionaram informação precisa e atualizada sobre essas tempestades de poeiras  para tomar as decisões corretas. O uso da inovação tecnológica, a transferência de recursos e a inclusão de atividades intergranulares foram outras propostas da reunião que podem ajudar a reduzir os efeitos dessas tempestades . Outro ponto importante foi aumentar a participação e cooperação das pessoas para enfrentar os impactos mediante a sensibilização do público sobre este tema e finalmente enfatizou a necessidade da formação de atividades que façam do tema o centro de atenção mundial. Os participantes da conferência de Teerã, além de participar nas reuniões, no segundo dia da reunião fizeram uma visita à província de Khuzestan que vem sofrendo o maior dano nos últimos anos.

O subsecretário geral do Programa das Nações Unidas para o Meio ambiente, Erik Solheim, acolheram com satisfação as medidas adotadas pela República Islâmica e a revitalização do banhado de Hor al-Azim e a plantação de plántulas no sudeste do Irão . Solheim disse: se não tivesse visto a zona de perto, não teria tido claras as dimensões da questão , mas a situação atual mostra os esforços do Irã para enfrentar  às fontes de tempestade de pó. A Conferência Internacional sobre o Combate às Tempestades de Pó, terminou no dia 5 de julho de 2017 com a aprovação de uma declaração.

Assim essa  Conferência Internacional terminou com a apresentação dos  textos  de duas declarações e um relatório completo sobre a luta por parte do governo iraniano perante a Assembléia Geral da ONU e os ministros mundiais do meio ambiente . Em vista da ênfase posto na declaração ministerial sobre a necessidade de uma determinação global para  enfrentar o problema , esta ação poderia ser utilizada para preparar mecanismos e marcos das Nações Unidas e seus organismos filiados para resolver o problema em dimensões regionais e internacionais e também se incrementará a cooperação entre os países.

Em geral , pode ser dito que a primeira Conferência Internacional sobre o Combate às Tempestades de Pó proporcionou a oportunidade de converter este tema de um debate regional, nacional, local e inclusive urbano a um tema regional de interesse. A presença de 43 países auspiciados pelo Irã, bem como várias agências da ONU e cientistas experientes neste campo é uma meta no controle e confronto deste fenômeno  principalmente no Irã,  em todas as regiões  e no mundo .