Verão com sabor da Cultura III
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“O esquentado teatro do verão no Irã", talvez seja um bom título para descrever as atividades teatrais nestes dias. O elenco de mostras que este verão foi ao palco, é muito longo e perto de 130 peças foram exibidas em Teerã, as quais todas as noites abraçam os apaixonados pela exibição cênica e os estudantes interessados neste campo de arte.
(last modified 2018-08-22T15:32:39+00:00 )
Ago. 28, 2017 06:47 UTC
  • Verão com sabor da Cultura  III

“O esquentado teatro do verão no Irã", talvez seja um bom título para descrever as atividades teatrais nestes dias. O elenco de mostras que este verão foi ao palco, é muito longo e perto de 130 peças foram exibidas em Teerã, as quais todas as noites abraçam os apaixonados pela exibição cênica e os estudantes interessados neste campo de arte.

O teatro é uma das artes mais antigas que, passada milhares dos anos da sua formação, continua apreciando muitos admiradores e tem inúmeros fãs ao redor do mundo. A arte cênica tem capacidade de recriar a vida, desejos e sonhos humanos e para atingir este objetivo, utiliza ferramentas como a música (ritmo), vocais (expressão), pintura (design e maquiagem), arquitetura (a decoração e paisagens) e a literatura (peças e histórias) e, claro, o mais importante, os atores.

A arte teatral no Irã tem uma longa história e se promove além das peças tradicional e ritual, como teatro de marionetes, Tazieh (teatro religioso tradicional que comemora martírio do Imam Hussein), o preto (teatro cômico protagonizado por um preto), Sabih-khani (teatro drama), tema e gêneros novos, e quase em todo o ano, os teatros são cenas de apresentações de vários grupos e lotados por seus apreciadores e próprios interlocutores. As cenas tradicionais se exibem frequentemente em épocas especiais, mas a atividade principal do povo teatral, em particular em Teerã, se baseia em mostras modernas e gêneros novos.

Navegando nas peças que atualmente estão no palco, os atores se apresentam variedades de temas e gêneros. Os teatrólogos desenvolvem os enredos e peças teatrais mundiais, textos dramaturgos contemporâneos, uma abordagem livre da literatura persa e do mundo, textos místicos e filosóficos, os satíricos e do humor, bem com os enredos infantis e adolescentes, e as peças baseadas em eventos históricos e acontecimentos mundiais contemporâneos. Estas peças além de satisfazer os entusiastas pela arte cênica melhorou a economia teatral do Irã.

Uma das performances bem sucedidas neste Verão foi a "Ópera de marionete de Khayam”, que foi exibida como o oitavo trabalho da escola do teatro de fantoches "Aran" escrito, projetada e dirigida por Behrouz Gharibpour. Nesta ópera, pode se ver uma parte da vida do Khayam e seus pensamentos, bem como o seu efeito no povo iraniano, e até mesmo no mundo. Gharipour em homenagem as grandes personalidades da poesia e da literatura do Irã disse: “Reverencio os cinco poetas da literatura iraniana, o Ferdosi, o Khayam, o Rumi, o Hafez e o Saadia”. Acrescenta que a escrita da peça “Ópera de Khayam” durou um ano e mais um ano o seu projeto musical.

Amir Behzad é o compositor e Mohammad Motamedi elaborador na parte vocal e dialogo em que apresentou também o papel de Omar Khayam. Motamedi com grande talento, como um ator profissional e músico, com certa obsessão, tem gravado o dialogo do Khayam nesta ópera de fantoche. Anteriormente, ele apresentou papeis musicais em outras peças como a Ópera de Ashura, a Ópera de Molavi, a Ópera de Hafez e na Ópera de fantoche de Saadi, nas quais desempenhou papel vocalista dos poetas.

O Sábio, Omar Khayyam Nishapuri, é o filósofo, matemático, astrônomo e poeta persa no período seljúcida (século XI), cuja obra poética “Robayat” tem uma reputação e fama global. Gharibpour sobre o tema diz: “Eu nesta ópera tive atenção a vários aspetos e dimensões da vida do Omar Khayam, em especial aspetos filosóficos, particularmente quando chagou ao ponto de sua vida que ofereceu serviços ao mundo da ciência e do pensamento”. Em opinião de Gharibpour, a dificuldade da peça, foi no sentido de tipo de olhar para Omar Khayam; um olhar errado no passado que surgiu tanto na sua época como lançado nas traduções e interpretações de sua obra poética em inglês por Francis Scott Key Fitzgeral. “A tradução de Fitzgerald, apesar de contribuir  com que Omar Khayam ficasse mais conhecido, mas infelizmente levou a impressão que ele foi libertino e ébrio. Enquanto, ele foi o filósofo muçulmano e um dos tópicos pensadores mundiais no campo da ciência e da literatura. Cientificamente, ele vivia quatro séculos antes de Pierre Pascal, Newton e Descartes, onde teve uma série de realizações científicas e descobertas. A “Ópera de Khayam” pode corrigir esta impressão errada sobre ele e os muçulmanos”, acrescenta o autor.

A peça contém 12 cenas e perto de 150 bonecas. Em cada cena uma nova e diferentes decorações e encenações e um abundante variedade de imagens. São recitadas parte de poemas do Omar Khayam em inglês, francês, alemão e russos ao logo da sua exibição.

A ópera de "Sabedoria, Amor e Homem” é outra realização musical e cênica que foi ao palco neste verão em Teerã.  Pelo titulo da peça, retrata o dia do nascimento até a morte, na qual dois elementos de sabedoria e amor personificam através de vários personagens em que cada uma tenta atrair o homem. O Amor se encarna na forma de três personagens celestial, terrestre, e na figura da mãe em que no desenvolvimento do trabalho é representado ao publico por vários conceitos. Personagem do homem também no meio de sabedoria e o amor, finalmente se rendeu ao amor e até mesmo pode abandonar o seu próprio orgulho e intelecto, mas no final será enforcado. Isto é o principal conteúdo da peça dirigida por "Amir Dejkam" com presença de um número de atores de teatro iraniano e o elenco cantado por "Parvaz Homai" no palco.

Amir Dejkam, o diretor da ópera "Amor, Sabedoria e homem”, falou sobre o seu projeto dizendo: as artes cênicas no mundo têm uma variedade de formas, alguns destes são apresentados diretamente e outra por intermediários. Ao mesmo tempo todas estas formas diversas em épocas diferentes, são redefinidas. Quando se vê essas artes, se observa que no mundo de hoje, existem novas definições compatíveis com a nossa atualidade, as quais influenciam os seus interlocutores. Este diretor do teatro com referência à história de suas atividades no campo da música e apresentação disse: “Eu tive algumas experiências com a Orquestra Sinfônica sem vocal, este projeto foi também uma forma de arte que é apresentada ao publico através de atores vivamente e tentei olhar para a musica do ponto de vista da arte cênica. O projeto “Amor e Sabedoria, Homem” é uma experiência muito diferente para mim”. Quando "Parvaz Homae" compus a música, me impressionou e sem nenhuma estipulação e condições aceitei a participar no projeto”. A escrita e o design deste trabalho foi do cantor jovem iraniano "Parvaz Homae"; ele aplicou nas cenas músicas regionais, de vários locais do pais com musica Lurri, de Azerbaijão, Curda, Gilani.

A peça "Shams o pássaro” (Shams Bird) é uma combinação de poesia, com movimento e música dirigida por Perry Saberi que também foi ao palco em Teerã. “Perry Saberi” uma diretora, com longa história no teatro iraniano, anteriormente tem apresentado outras peças como “o Rendo sonambular”, “Jose e Zuleika”, “Rustam e Esfandiar” e” Lily e Majnon”. O teatro "Shams o pássaro” se trata da história de visita do Shams a Rumi, exibido três vezes em 2000, 2007 e 2016 e este ano pela quarta vez com um novo elenco foi ao palco.

Perry Saberi, falou sobre o seu trabalho, explicando: “Esforcei muito na promoção da cultura iraniana”. Apontando a sucesso da peça em quatro períodos da sua exibição que a incentivou lava-lo novamente ao palco, observou: “Algumas das peças têm características especificas para ser exibidas reiteradamente e o” Shams, o pássaro” é desta categoria”.

Ela explica que a peça foi uma combinação de música e movimento e acrescentou: “Em nenhuma parte do mundo, as apresentações se limitam somente a diálogos e não se pode separar a música do “show”, porque pode prejudicar a sua exibição”. Segundo ela, o teatro é um conjunto complexo de diálogos, música e movimento, e estas características se encontram no “Shams, o pássaro”.