Escultores Iranianos e do mundo visitam Teerã
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Uma das importantes características da arte é que pode dar vida às coisas e converter um material duro, como o metal ou a pedra, em uma obra artística delicada e agradável. Por esta razão, a escultura requer de uma verdadeira iniciativa e ideias.
(last modified 2018-10-17T16:19:42+00:00 )
Nov. 04, 2017 07:45 UTC
  • Escultores Iranianos e do mundo visitam Teerã

Uma das importantes características da arte é que pode dar vida às coisas e converter um material duro, como o metal ou a pedra, em uma obra artística delicada e agradável. Por esta razão, a escultura requer de uma verdadeira iniciativa e ideias.

Faz pouco tempo clausurou-se o Oitavo Bianual da Escultura de Teerã que foi realizada no Museu de Artes Contemporâneas. Este evento artístico agrupou  escultores  e permitiu os interessados conhecer mais o ambiente profissional da escultura. Como o mais importante evento de arte da escultura do Irã realizou-se neste ano sob o título de situação e contou com a participação de 78 obras no setor de concorrência e outras 16 na de convidados. A parte desta exposição, neste outono alguns dos centros artísticos de Teerã (capital persa) receberam  famosos artistas  Iranianos e do mundo. Um dos primeiros eventos deste mês, será realizado no complexo cultural-histórico de Niyavaran onde será exibidas obras volumétricas  iranianas.

Com motivo do quinquagésimo quinto (51) aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a República Islâmica do Irã e a República da Coreia do Norte, o complexo de Niyavaran vem realizando uma exposição de uma seleção de obras volumétricas, na qual o Irã está presente com mais de 60 obras. Segundo os acordos atingidos com a embaixada da República da Coreia, no próximo mês se realizará uma exibição de obras iranianas nos âmbitos da escultura metálica e de artesanato.

Durante a cerimônia de inauguração da exposição das artes volumétricas, o embaixador da Coreia do Norte no Irã afirmou: Nós requeremos as artes orientais para oferecer uma nova foto da humanidade. Expressou também sua esperança de que o uso da arte contribui na construção de um mundo melhor. Também agradeceu o Irã por garantir a paz e a estabilidade nesta área , que definiu de estratégica.

A exposição das obras de Tony Craig, escultor britânico-alemão inaugurou-se no dia 22 de outubro no Museu das Artes Contemporâneas de Teerã sob o título de raízes e  pedras, e se estenderá até os próximos três meses.  80 obras de Craig, a maioria grandes e pesadas, foram transferidas para o Irã com caminhões e, após Teerã, serão exibidas nas cidades iranianas de Isfahan e Kerman. A exposição As raízes e as pedras consiste em 60 obras de escultura e 140 desenhos de Craig sobre papel, criados desde 1970 até a atualidade.

O artista, durante a cerimônia de inauguração da exposição afirmou: Surpreendi-me quando me propuseram celebrar a exposição no Irã, pois nós conhecemos o Irã desde bem longe mas quando cheguei a este país faz alguns  meses, fiquei impressionada com o povo e a cultura persa. As esculturas está sendo feitas de materiais industriais, plásticos, bronze, madeira, pedras e metal e são importantes não só por sua forma e contido, mas também pelo material. Este artista normalmente aproveita de materiais singelos. Estas obras não reconstruem a natureza, mas que o importante é a ideia que plasma em qualquer material. De fato, pode ser encontrado qualquer tipo de ideias em um material. Nós utilizamos todos os dias materiais para esculturas que  resistam à repetição e crêem novas ideias, segundo o artista.

Craig diz: Sempre considero temas em minhas obras mas os expresso de diferentes formas. Em minhas obras observa-se a relação do homem com a natureza e a relação entre saber e crer.

O escultor também informou da construção de uma escultura para o Museu de Artes Contemporâneas de Teerã desta maneira: Tenho desenhado uma escultura de 3 metros e 20 centímetros que  está sendo construinda no Irã e se colocará neste centro. Agregando : Se alguém for visitar é provável que imagine durante estes anos que eu tenho tido diferentes experiências, mas de fato, há temas fixos em minhas obras que se expressam de diferentes formas. A relação do homem com a natureza é um de meus temas. Algumas de minhas obras parecem geométricas mas sua geometria está inspirada na natureza orgânica do homem. A relação entre o conhecimento e a crença é outro tema de minhas obras. A sabedoria e a filosofia rompem as limitações do que sabemos, mas fora da ciência, há coisas que não sabemos e a escultura se parece ao que não sabemos e não vemos.

O artista japonês Norioky Haraguchi chegou ao Irã a alguns dias para visitar, após 40 anos, sua obra A matéria e o pensamento. Esta obra estreou-se pela primeira vez na Alemanha em 1977. No mesmo ano, o Museu de Artes Contemporâneas de Teerã comprou uma instância desta obra e, desde aquele então, está no museu e se considera um dos símbolos deste centro.

Tendo em conta a necessidade de preservar as relações  das obras e o reparo delas que o requerem, realizaram-se cooperações e, neste marco, Haraguchi visita sua obra após 40 anos e, felizmente, se alinhar ao terreno para o reparo desta obra sob a supervisão deste artista.

O artista japonês, em uma reunião com Ali Mohamad Zare, presidente do Museu de Artes Contemporâneas de Teerã, disse que o lugar onde está o museu não tem mudado desde  40 anos mas a cidade de Teerã e suas ruas sim têm mudado muito. Agregou: Eu tenho 10 obras em diferentes pontos do mundo e esta obra tem sido guardada em Teerã durante 40 anos e espero que fique neste museu nos próximos anos também.

Haraguchi também disse que a pouco uma mulher iraniana ia celebrar uma exposição no Irã. Ela foi   visitá-lo e falou com ele a respeito  desta obra e lhe contou que A matéria e o pensamento ainda estava no Museu Contemporâneo de Teerã. A mulher também lhe relatou que quando era menina visitou esta obra junto com sua mãe e, conforme Haraguchi, este encontro preparou o terreno para sua presença no Irã e o reparo da obra.

Com respeito a esta obra, Haraguchi afirmou que A matéria e o pensamento é uma obra abstrata na que o tempo goza de muita importância, pois as pessoas que visitaram estas obras 40 anos antes tiveram uma impressão e se voltam a visitá-la hoje é provável que tenham outra impressão.

O material que eu apliquei nesta obra foi azeite ardente, que até aquele então não se utilizava na escultura, disse Haraguchi que costuma utilizar materiais industriais como aço e concreto em suas obras e, esta tendência a usar materiais indústriais, pode ter suas raízes em sua cidade natal, Yukosuka, que é uma cidade industrial. Uma de suas criações mais importantes é uma que se encontra em Teerã, se trata de um prato de aço de pouca profundidade, cheio de azeite negro. Como o azeite, ao invés da água, fica fixo e tem um efeito reflexivo, esta obra se vê como um espelho grande no solo.

Haraguchi nasceu o 1946 e é um seguidor da escola minimalista. Nas décadas 60 e 70 foi influído  por um movimento conhecido como os macacos´ e agora se considera um dos líderes desta escola. Começou a exibir suas obras desde muito jovem quando tinha uma crescente crise política que consistia em protestos e mítines universitários tanto na contramão da guerra de Vietnã como um tratado de segurança JAPÓN-EE.UU. Suas primeiras obras referem-se aos instrumentos e a indústria militares.

Este artista japonês acha que a relação espiritual e cultural entre os personagens mantém-se através das obras artísticas. Em uma entrevista expressou sua alegria por viajar de novo ao Irã e surpreendeu-se de que sua obra, após 40 anos, ainda está completamente sã e sustentada. Sento que o museu tem estado fixo durante o passar dos tempos e somente eu me envelheci, comentou.