Dia da Resistência no Irã
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Em alguns países existem dias e lugares que permaneceram para sempre e foi motivo do orgullo de suas respectivas nações. Não são poucos nestes dias e lugares na história do povo do Irã. Um destes é o dia da Resistência em que comemoram a resistência do povo da cidade do sul do Irã “Dezful”.
(last modified 2018-08-22T11:00:40+00:00 )
May 24, 2016 00:40 UTC
  • Cidade de Dezful. Sul do Irã
    Cidade de Dezful. Sul do Irã

Em alguns países existem dias e lugares que permaneceram para sempre e foi motivo do orgullo de suas respectivas nações. Não são poucos nestes dias e lugares na história do povo do Irã. Um destes é o dia da Resistência em que comemoram a resistência do povo da cidade do sul do Irã “Dezful”.

No mês de maio é muito importante no calendário do povo iraniano. Os habitantes da província de Khuzistão no sul do Irã, especialmente os jovens, com sua valentia e resistência em frente aos agressores do regime basista de Saddam em 1980, registraram uma epopéia que permaneceu para sempre na história da nação persa. 
No calendário persa denominaram o dia 23 de maio como  Dia da Resistência e Vitória, dia que, em 1982 os combatentes iranianos libertaram a cidade de Khorramshahr da ocupação de invasores basitas. No dia 24 de maio também foi denominado o dia da Resistência para comemorar a resistência do povo de Dezful perante os bombardeios do regime de Saddam. Durante a guerra imposta, os iraquianos tinham denominado Dezful como a Cidade de Mísseis.
Às vezes mísseis de 9 metros caíam em becos  de só 3 metros de largura, e às vezes arruinavam um lugar só, várias vezes. Nesta cidade foi mostrada praticamente a solidariedade e unidade do povo iraniano na defesa de sua terra. Durante os oito anos da guerra imposta, Dezful foi o alvo de 200 mísseis e milhares de balas de canhão. Tendo em conta diziam, que com tantos mísseis bombardeios aéreos, Dezful deveria ter sido arruinada totalmente.
Mas, por que não ocorreu isto? A principal razão é a reconstrução rápida da ruínas após a cada bombardeio. Em tal situação, inclusive construíram um cinema em Dezful e puseram-no em marcha.  Durante estes bombardeios milhares de pessoas sacrificaram suas vidas ou resultaram feridas. Apesar destas dificuldades, continuava a vida baixo a chuva de bombas e mísseis.  A sobrevivência do povo de Dezful dava energia aos combatentes quem tinham vindo a Khuzistão de diversas partes do país para defender sua pátria em frente aos agressores.  Um dos objetivos do regime basita de Saddam era de bombardear as cidades e aldeias durante os oito anos da guerra e destruir a vontade e resistência do povo iraniano em frente ao inimigo.
Passado um  ano e meio após o início da Guerra do Iraque contra o Irã, o regime de Saddam sofreu consecutivos fracassos. Se não existia o apoio de 58 países de dois blocos do leste e oeste ao regime de Baas desde o ponto de vista armamentística, financeira, inteligência, logístico, e militar, este regime não estava capaz de resistir diante os combatentes valentes iranianos e não duraria a guerra por 8 anos.
Saddam imaginou naquela época que atacando a cidades, aldeias e as sanções de dois blocos de leste à oeste contra o Irã, poderia ganhar a guerra. Por isso, três anos após o início da invasão iraquiana ao Irã, a guerra contra as cidades se converteu em uma estratégia importante para Saddam. Os partidários de Saddam brindavam ao regime de Baas mísseis de longo alcance para atacar mais cidades.
Decorridos 27 anos do fim da Guerra existem ainda ameaças militares contra a República Islâmica do Irã. Os inimigos regionais e extra-regionais do Irã seguem ameaçando, inclusive EEUU, o grande inimigo do Irã realizam manobras militares no Golfo Pérsico. As autoridades estadounidenses ainda falam da opção militar frente ao Irã.
Em tais condições, o Irã tem o direito de continuar se equipando de diversos tipos de armas inclusive mísseis de longo alcance.
Durante 27 anos após a Guerra imposta, a Republica Islâmica do Irã sempre sofreu ameaças militares por sua resistência em frente aos poderes imperialistas. Se não existia o poder disuasivo do Irã, os inimigos do país persa, não duvidavam em atacar. Os EUA e seus aliados mesmo em  outros temas mostram sua política de normas duplas. Como ocorreu no caso do programa nuclear pacífico, direitos humanos e democracia; agora também querem fingir que o Irã é belicista. Enquanto a história pós  guerras e após a segunda guerra mundial, nenhum país como os EUA foi belicista. Não obstante, Washington impôs sanções ao Irã por seu programa defensivo. O mesmo que o povo de Dezful, os iranianos resistem perante quaisquer ameaças.