Hajj, uma cerimônia sagrada, instrumentalizada pela política externa da Arábia Saudita.
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O governo da Arábia Saudita está tentando de obstruir a celebração da peregrinação dos iranianos ao seu território, utilizando esta cerimônia sagrada como uma alavanca de pressão contra a República Islâmica do Irã.
(last modified 2018-08-22T11:00:41+00:00 )
May 27, 2016 14:42 UTC
  • Hajj, uma cerimônia sagrada, instrumentalizada pela política externa da Arábia Saudita.

O governo da Arábia Saudita está tentando de obstruir a celebração da peregrinação dos iranianos ao seu território, utilizando esta cerimônia sagrada como uma alavanca de pressão contra a República Islâmica do Irã.

Em 15 de Maio, a Organização iraniana de Peregrinação e Hajj, em um comunicado sobre a cerimônia gloriosa da Hajj, pediu ao governo saudita dado a proximidade da cerimônia anual- a mudar a sua postura o mais cedo possível e proporcionar o terreno adequado para enviar para peregrinos iranianos a este país. Por suposto, o Ministério do Hajj e Umrah na Arábia Saudita, poucos dias antes havia emitido um comunicado anunciando que as autoridades iranianas se recusaram a assinar a ata das negociações de ambos os lados. No entanto, no comunicado da Organização da Hajj do Irã se explica que existem ambiguidades sobre a forma de visto, o apoio consular e à transferência de peregrinos em território saudita e se pede as autoridades competentes a esclarecer essas questões. Portanto, o início da peregrinação que os iranianos que aspiram a realizar ainda estão em dúvida.

A verdade é que os funcionários da Organização da Hajj da República Islâmica do Irã, há quatro meses, pediu a Riad autorizar uma viagem à Arábia Saudita para negociar com os responsáveis deste país sobre a peregrinação de iranianos a Meca, mas os sauditas, sob diferentes pretextos atrasaram esta visita. Enquanto os preparativos para a viagem espiritual de hajj devem ser feita meses antes do evento. Em particular, como o Irã sempre tenta preparar as melhores condições e proporcionar os serviços adequados aos peregrinos destes gloriosos rituais, este trabalho precisa de mais tempo e de colaboração com o governo saudita. No obstante, este ano os sauditas por razões não determinadas evitaram colaborar com os funcionários da Organização de Hajj do Irã.

Há meses, Al Saud se envolveu em um conflito fútil com Republica Islâmica do Irã e cortou relações diplomáticas com Teerã. Eles também intensificaram a guerra midiática contra o Irã. A Arábia considera que o fracasso de suas políticas intervencionistas na Síria, Iêmen, Iraque, Líbano e Bahrein se devem à estratégia da resistência da República Islâmica do Irã e seus aliados. Portanto, as autoridades sauditas dificultam a cerimônia de peregrinação do povo iraniano.

Por outro lado, as autoridades iranianas devido aos incidentes catastróficos ocorridos na Hajj no ano passado, estão agora pedindo garantias suficientes para a segurança e a dignidade dos peregrinos. No ano passado, milhares de peregrinos inocentes foram pisoteados em Mina, entre eles 464 eram iranianos. Em outro episódio, devido ao colapso de um enorme guindaste na Grande Mesquita, 107 peregrinos morreram e 238 ficaram feridos. Os trágicos acontecimentos, bem como outras deficiências e fragilidades que ocorreram durante a peregrinação, mostram a incompetência e negligência do governo saudita para celebrar o Hajj. É por isso que as autoridades iranianas em conversações com os sauditas exigiram quatro questões.

O presidente da Organização iraniana de Hajj, Saeed Ohadi a este respeito, disse: “Considerando o incidente do guindaste de Meca e a tragédia da Mina, o uso de aeronaves nacionais, garantir a segurança dos peregrinos, a forma de concessão de visto e serviços consulares, são as quatro linhas vermelhas que nós levantamos aos sauditas e de maneira nenhuma não os abandonaremos. “No entanto, os sauditas, com pretextos infundados, tinham evitado a aceitar as condições lógicas do Irã e, fizeram enormes esforços para impedir a presença do povo muçulmano do Irã na cerimônia Hajj”.

Quando o profeta Abraão reconstruiu a Kaaba, Deus ordenou-lhe que convidasse as pessoas a realizar a peregrinação. O versículo 27 da Surata Hajj disse: “E proclama a peregrinação às pessoas; elas virão a ti a pé, e montando toda espécie de camelos, de todo o longínquo lugar”,

Além disso, Deus no versículo 97 da Sura A família de Imran também afirma: “Encerra sinais evidentes: lá está a Estância de Abraão, e quem quer que nela se refugie estará em segurança. A peregrinação a Casa é um dever para com Allah, por parte de todos os seres humanos, que estejam em condições de empreendê-la; entretanto, quem se negar a isso saiba que Allah pode prescindir de todas as criaturas”.

A ênfase nesses versículos corânicos e diferentes histórias e relatos também indicam a importância do Hajj no Islã. Uma grande e gloriosa congregação com a presença de muçulmanos de todos os países do mundo para participar de uma cerimônia espiritual e tornar-se consciente da situação de cada um do mundo do Islã. Por outro lado, nenhum governo, incluindo a Arábia Saudita, tem o direito de impedir a viagem de muçulmanos a Meca e a celebração do grande ritual do Hajj.

Segundo o acordo previamente assinados entre o Irã e Arábia Saudita, ambos os lados prometeram que os desafios políticos nas relações bilaterais não devem afetar a participação de peregrinos iranianos na Hajj. Mas as autoridades sauditas pisotearam claramente o seu compromisso e por razões de diferenças políticas com Rep.I. I, não permitem abrir o caminho para o embarque de 64 milhões de iranianos para a peregrinação. Obviamente, o uso dos sauditas de Hajj como uma alavanca de pressão contra os seus adversários, não é para o Irã.

Há quatro anos, que os muçulmanos sírios se enfrentam com obstáculos do governo saudita presenciar no Hajj e não podem participar deste ritual gloriosa, porque o governo wahabita da Arábia apoia os grupos terroristas que lutam contra o governo sírio. Após o ataque militar saudita ao Iêmen, o povo deste país no ano passado foi privado de participar da cerimônia de Hajj.

Vice-ministro do Governo do Iêmen, Abdul Rahman Al-Qalam, condena esta medida saudita e disse: "A Arábia Saudita está enfrentando um dos princípios do Islã através do prisma de suas intenções pessoais." No ano passado repetidamente, os muçulmanos iraquianos e alguns outros países, cujos governos não têm boas relações com os sauditas, foram privados da jornada espiritual de Hajj.

Meca, Medina e os locais sagrados dessas duas cidades religiosas pertencem a todos os muçulmanos e cada governo que controla estas duas cidades, não pode obstruir a entrada dos muçulmanos para realizar o ritual do Hajj.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Religiosos do Paquistão, Noor Zaman, disse que “todos os muçulmanos do mundo, longe de diferenças políticas não devem ser privados do Hajj, já que a peregrinação é um ritual global para todos os muçulmanos e ninguém pode dificultar a viagem de peregrinos para realizar este ritual espiritual”.

No entanto, o governo saudita não só não permite que outro país muçulmano se encarregasse da gestão da cerimónia Hajj, como discrimina a presença de muçulmanos em países que se opõem a suas políticas. Na verdade, peregrinos da Arábia e os países aliados árabes desfrutar da melhor infraestrutura e serviços, mas os peregrinos que não têm laços estreitos com a Arábia Saudita e os países pobres não têm serviços e condições adequadas, sofrendo muitas perdas nos diferentes incidentes de peregrinação, como tem sido acontecido durante o acontecimento trágico da Mina, em setembro passado.

O governo saudita tem mostrado repetidamente que não monitoria a gestão desta importante cerimônia de Hajj. Os sauditas baseiam esta gestão em construir muitos edifícios em torno de locais de peregrinação, o que tem reduzido à espiritualidade dos recintos sagrados. O principal dever da família Al Saud deve ser assegurar a segurança e tranquilidade e grandeza dos peregrinos para que possa sossegadamente realizar os seus rituais, mas o que os sauditas têm mostrado até agora é que são incapazes de fazê-lo, muitos dos pensadores do mundo do Islã, têm sugerido um plano de "gestão de Hajj por representantes de países islâmicos.”.

O fundador da República Islâmica do Irã, Imam Khomeini (Deus o abençoe), após o massacre de centenas de peregrinos iranianos e não iranianos nas mãos de agentes sauditas em 1987, disse a Al Saud que não tinha autoridade para administrar e gerenciar os lugares santos e sugeriu que eles devem ser administrados por um conselho de países islâmicos. Hoje na sequência da incapacidade dos sauditas na administração da cerimônia Hajj e o uso deste rito por suas intenções políticas se devem atender mais do que nunca esta recomendação.

O conselheiro do presidente do Parlamento Islâmica do Irã, Hasan Sheikh-ol-Islam, neste campo, disse: "A administração da Casa de Deus não deve estar nas mãos dos sauditas, porque a cada ano mostram sua incompetência neste terreno, como o refletem nos incidentes ocorridos durante a temporada Hajj". Em seguida, ele propôs que o Hajj seja administrado por um conselho de países islâmicos ou pelo menos sob a observação deste conselho para que esses erros não se repitam. A implementação deste plano pode impedir o abuso do Al Saud de cerimônia espiritual e sagrado de Hajj, também a gestão coletiva pode responsabilizar por assuntos do Hajj, garantir a segurança dos peregrinos da Casa de Deus.