Irã desafia a honestidade do Ocidente sobre libertade de expressão
A libertade de expressão é um direito fundamental do direito humano, indicado no artigo 19º da Declaração Universal dos direitos Humanos de 1948, em que está escrito: "Todo individuo tem direito a libertade de opinião e expressão ; este direito inclui também o de não ser pertubado por causa de suas opiniões, o de investigar e de receber informações e opiniones, e de difundir-las, sem limitações de fronteiras, por qualquer meio de expressão ."
A "Convenção Americana sobre direitos Humanos o Pacto de São José da Costa Rica" de 1969, no Artigo 13, sobre a "Libertade de pensamento e de expressão " contempla:“Toda pessoa tem o direito da libertade de pensamento e de expressão. Este direito comprende na libertade de buscar, receber e difundir informações e ideias de toda natureza , sem considerações de fronteiras, ou oralmente, por escrito ou em forma impressa ou artística, ou por qualquer outro procedimiento de seu gosto”.
Mas desde que terminou a Segunda Guerra Mundial essa "libertade de expressão" tomou outro rumo. Só é permitido em alguns casos, para certos temas e para algumas nações .
O direito humano da "libertade de expressão" Não se há respeitado para todos aqueles investigadores históricos e revisionistas que estudam acontecimentos do passado como por exemplo o Holocausto. Em muitos países denominados "democráticos" Não existem nem a libertade de expressão nem as dos direitos humanos para esses historiadores. Multas, repressão e paredes de cárcel é a única resposta que recebem daqueles que investigam sempre, só preguntam sobre o Holocausto.
Em nações como Espanha , Alemanha, Austria, Suíça e muitos outros países europeus existem limites a libertade de expressão ,mesmo em alguns está proibida a negação e há uma dúvida sobre o Holocausto.
Pois nosso tema é duplo raseo ocidental sobre o conceito universal, é dizer “a liberdade de expressão”.
Para Ocidente desenhar ou falar sobre os israelenses se interpreta como antisemitismo!mas desenhar sobre os muçulmanos e suas santidades e libertade de expressão!
Irã desafia a honestidade do Ocidente sobre a libertade de expressão e conhecer seus limites mediante as artes e artistas de diversas partes do mundo. Se trata da segunda exibição internacional de Caricaturas do Holocausto.
É um concurso no qual caricaturistas e desenhistas de 50 países do mundo, distantes como Brasil, Venezuela, Colombia, China, Francia, etc., enviaram 845 obras, das quais 150 foram elegidas para participar neste concurso.
Os criminosos da Alemanha Nazista contra os judeuses europeos serviram aos organizadores certamente, varias entidades culturais e religiosas iranianas de natureza privada, para mandar uma dura mensagem de denuncia sobre a situação da Palestina e sobre a utilização "seletiva" pelo Ocidente de "libertade de expressão , que se defende para insultar o Islamismo mas não para falar hablar do Holocausto".
O diretor da Casa de Caricatura do Irã , Masud Shoyaji disse sobre o concurso: “quando 10 anos atrás foi publicado 12 caricaturas insultantes ao profeta do Islam (a paz esteja com ele e sua descendência) no diário dinamarquês, se apertou o coração de mais de mil quinhentos milhões de muçulmanos , pelo que decidimos celebrar o primeiro concurso. Então, preguntamos por quê qualquer pessoa que duvide sobre o Holocausto, sofrerá grandes multas e ao parecer só quando se toca neste tema, da libertade de expressão tem limites. Outro tema é que nós buscavamos reafirmar ou negar o Holocausto, tratamos de obter umas realidades: Por que o e Ocidente alega ser defensor da libertade de expressão , mas na prática não cumprem.Por que os palestinos devem pagar pelo Holocausto? Enquanto a Palestina não teve nenhum
papel na Segunda Guerra Mundial, mas ocuparam o territorio palestino como a recompensa da guerra. Se Alemanha causou esta guerra, este mesmo país devia pagar a recompensa da guerra ou dotar uma parte desse territorio alemão para eles .
O concurso de 2005 foi apoiado por muitos artistas estrangeiros, sobre tudo da América Latina. Também , apesar das ameaças de morte e sentença , muitos artistas europeus enviaram suas obras para a secretaria do festival com seus pseudonimos. Cabe indicar que os governos europeus adotam este tipo de medidas imorais só por pretexto de serem defensores da libertade de expressão; contudo , ao mesmo tempo empõe limites a este direito , como é o caso das leis contra a negação e a banalização do holocausto.
A segunda convocatoria para o concurso internacional de desenhos animados e caricatura foi uma reação a cinco milhões tirajes do semanal Charlie Hebdo que publicaram imagens insultantes ao profeta do Islã. As boas vindas deste tema mostrou que a maioria dos caricaturistas estão interessados em lutar contra a opressão e o opressor, e defender os inocentes. De fato , os objetivos dos organizadores desta exposição foi mostrar a imagen nefasta do regime sionista e colocar na tela do julgamento a falsa libertade de expressão no Ocidente.
O secretário executivo deste concurso, Mohamad Habibi explicou: “Um dos aspectos importantes deste concurso foi mostrar a dor, sofrimento e a injustiça, por eles , decidimos mostrar a dor e o sofrimento dos palestinos através de caricaturas e desenhos animados. “
Outra parte desta exposição se há dedicado a caricaturas de Hitler e Benjamin Netanyahu. Em uma destas obras os terroristas de Daesh foram desenhados com uma espada nas mãos de Netanyahu.
Esta exposição foi motivo de fortes críticas por parte dos sionistas. Inclusive algumas das autoridades de diversas partes do mundo mostraram suas preocupações pela celebração deste evento. Uma destas pessoas foi a Diretora Geral da UNESCO Irina Bokova. Foi uma surpresa quando ela disse que este concurso difunde o Holocausto, no que mostra a falta de seu conhecimento sobre o conteúdo desta exposição .
O secretário do concurso do Holocausto respondeu mediante uma carta de Irina Bokova: “nós pretendemos não reafirmar ou negar o Holocausto, pelo que ligado um CD das obras exibidas . Por favor, as visitarías minuciosamente. Estou segura de que não pode encontrar nenhuma obra que se burle o Holocausto. […] Sra. Bokova, vocês haviam participado em 15 de Janeiro de 2015 nas manifestações celebradas para protestar o assassinato cruel dos caricaturistas do semanal Charlie Hebdo. Vocês sabem melhor do que os participantes desta marcha que a arte e a civilização gloriosa Islâmica não pode surgir do pensamento selvagem dos terroristas de Daesh. Não seria melhor que vocês condenassem os atos inadequado do semanal Charlie Hebdo e do diário dinamarquês Jyllands de insultar o grande profeta do Islã, Hazrat Mohamad (A paz esteja com ele e seus descendentes ) o que apertou o coração de mil quinhentos milhões de muçulmanos para que tais atos não gerem ódio, não provoquem violência e não expandam o racismo e a fúria?
Os orgnizadores desta exposição dizem que estão preocupados pelos atuais Holocaustos. O Holocausto não pertence só aquela época e se interpreta como assassinato massivo. Qualquer assassinato massivo que motive o genocídio do Holocausto, como o Holocausto atomico (a explosão da bomba atomica de Hiroshima e Nagasaki), e a matança coletiva de pessoas do lemen, Iraque, Síria e mais que todos, em Gaza e Palestina.
Segundo Shoyai Tabatabi, os artistas participantes desta exposição não buscam negar o Holocausto ou se há falado do antisemitismo nas obras. Havíamo dito na edição anterior, se haja uma só obra antisemita, anulamos a exposição . Na edição deste ano também havíamos eliminado as obras em que se havía referido ao antisemitismo e o Neonazismo.
Esta exibição se inaugurou simultâneamente no Dia de Nakba a Catástrofe, quer dizer em 15 de maio e continuará até o dia 30 de maio.
No dia 15 de maio de 1948 se estabeleceu o regime sionista que motivou a expulsão de mais de 800 mil palestinos e suas famílias .
Os israelenses foram apagados umas 500 aldeias e cidades palestinas do mapa, partindo de um total de 4,7 milhões de refugiados palestinos na espera de um eventual retorno a sua pátria depois de mais de seis décadas.
Por: Samaneh Kachui, jornalista e especialista nos assuntos internacionais