Mashhad e Lalejin, cidades globais das jóias e cerâmica
O artesanato refere-se tanto ao trabalho do artesão (normalmente realizado de forma manual por uma pessoa sem o auxílio maquinario ou automações), como objeto ou produto obtido no qual a cada peça é diferente das demais.
O artesanato como atividade material se diferencia do trabalho em série ou industrial. No geral, o método tradicional de fabricação da produção de artesanatos de cada região tem seu próprio método regional e local.
Recentemente, Mashhad e Lalejin foram eleitas, respectivamente, como as cidades globais das jóias e cerâmica em 2016 pelo Conselho Mundial do Artesanato (WCC, por suas siglas em inglês).
Este conselho declarou que ambas localidades foram selecionadas como as cidades mais destacadas pelas particularidades que têm na área de cerâmicas e pedras preciosas. O ponto importante é que as duas cidades persas, Mashhad e Lalejin, foram eleitas pela primeira vez simultaneamente depois das avaliações especializadas e os registros deixando para trás as outras cidades de países como Índia, China, Chile, Líbano, Jordânia e Palestina.
Após os Chineses que albergam a maioria das nomeações de cidades mundiais agora o Irã está entre as quatro cidades mundiais. Anteriormente, Isfahán foi eleita como a cidade mundial do artesanato, e Tabriz como a cidade mundial do tapete e foram registradas na UNESCO em 2015.
Desde há muito tempo, as pedras preciosas representam a riqueza e a dignidade dos antigos dirigentes que utilizavam gemas, minerais ou rochas, que eram cortadas e polidas para serem usadas como jóias ou objetos artísticos. O uso de adornos, formosas pedras e de cor por parte das mulheres provocava a admiração e a atenção dos homens, muito aparte das crenças mágicas e medicinais que tinham.
Seu uso remonta-se à antiguidade quando as jóias começaram a ser utilizada como símbolo de culto, poder, exclusividade ou ornamentação . Hoje em dia, as jóias são conceituadas como um investimento em longo prazo e uma coluna vertebral financeira. Por outro lado, a Gemología tem atingido um aspecto científico e a produção de adornos tem convertido em um curso da arte.
As jóias no Irã têm um antigo historial. Na antiga Persia, além da beleza das jóias, utilizaram-se como feitiços mágicos e para a eliminação de pragas. As jóias também mostravam o prestígio social e a nobreza familiar. Até agora, duzentas regiões com reservas de pedras preciosas têm sido identificadas no Irã e os experientes acham que o desenvolvimento da indústria da pedra-corte pode criar inumeráveis postos de trabalho. Muitas minas de pedras preciosas estão situadas em Khorasan, Isfahan, Azerbaijão Oriental, Hamedan e Zanjan. Ademais, o Irã está classificado entre os dez países do mundo no que se refere às reservas de pedras preciosas e qualidade das suas jóias.
A maioria das pedras preciosas que se identificaram no Irã são: Ágata, turquesa, pedra cristalina, granate, jaspe.
Por exemplo, a cidade de pedras de cor turquesa, Naishapur tem sido nomeada como as melhores pedras de cor turquesa do mundo pelo Instituto Americano de Gemología.
O comércio de diamantes converteu-se em um negócio lucrativo e rentável no mundo de tal maneira que representa um rendimento per capital de aproximadamente 60 bilhão de dólares. Há vários tipos de pedras preciosas e semipreciosas no mundo; mais da metade dos quais estão presentes no Irã.
Atualmente, as principais exportações não petroleiras do Irã são o artesanato, tapetes, e pedras preciosas como turquesas. Desde há vários anos, a Organização de Artesanato do Irã tem levado a cabo oficinas em diferentes lugares, com o fim de melhorar ainda mais a indústria de corte de pedras preciosas. O valor acrescentado de pedras trabalhadas é de quase 700 por cento do que as pedras em produto bruto, em mineral.
Existe uma corrente completa de gemas na província de khorasan Razavi que tem desempenhado um papel na seleção de Mashhad como a cidade global das gemas. Nesta cidade, 16.000 pessoas dedicam-se à indústria joalheira. A presença de grandes centros, como o Bazar Reza, em Mashhad, como um centro de venda de jóias nessa cidade, tem formado uma capacidade única nesta cidade para o comércio de jóias.
A presença dos grandes centros como o Bazar Reza, como pólo de venda das pedras preciosas de Mashhad tem causado a existência de uma capacidade singular nesta cidade para o comércio das pedras preciosas.
Mashhad está a ponto de celebrar uma festa para marcar e celebrar a seleção desta cidade como a cidade global das gemas. No ano do calendário solar iraniano de 1394 (março de 2015 a 2016) as exportações da gema de Khorasan Razavi situou-se em mais de $ 54.000 milhões de dólares.
Outra cidade que tem sido registrada como uma cidade global pelo Conselho Mundial do Artesanato é Lalejin. Esta cidade está situada na província de Hamedan e é conhecida como um centro de alfaiataria no Oriente Médio . De fato, 80 % de seus residentes dedicam-se à cerâmica; produção de artigos de cerâmica, e ocupações relacionadas, tais como a pintura de artigos de cerâmica, e a embalagem, compra e venda de produtos cerâmicos.
Aproximadamente mil oficinas de cerâmica operam nesta cidade. Os artigos de cerâmica produzidas nesta cidade a nível mundial são bem conhecidos e se exportam a mais de vinte países em todo mundo. Os residentes desta cidade dedicaram-se à produção de artigos de cerâmica durante os últimos 700 anos, e Lalejin mantém uma alta capacidade de produção de artigos de cerâmica em diferentes desenhos. Com base nas cifras mais recentes, 200 pequenos e grandes comércios vendem em Lalejin artigos de cerâmica. O prefeito desta cidade tem informado sobre a construção de um povo de cerâmica nesta cidade, assinalando que o lugar deste povo se situou no mapa da cidade e uma parcela de terra em uma superfície de cinquenta hectares considera-se para a construção de oficinas tradicionais.
Ademais, as cidades eleitas como cidades globais devem progredir e avançar sobre a base dos critérios e condições desta designação; e devem participar em eventos comerciais e econômicos; desenvolver o ambiente cultural e educativo dos artistas e artesãos; impulsionar o bem-estar econômico dos artistas e artesãos; ampliar as infraestruturas urbanas e rurais; e difundir informação, como a publicação de livros e folhetos em idiomas estrangeiros.
As cidades globais do artesanato, de fato, mantêm uma maior capacidade de absorção dos turistas. As outras vantagens da seleção destes povos como cidades globais incluem a visita de delegações comerciais a estas cidades, a expansão das exportações de artesanatos destas cidades; bem como a introdução da técnica, indústrias e capacidades destas cidades.