Relatório sobre a Nona Sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico
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Este texto é um relatório sobre a Nona Sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico.
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Nov. 04, 2016 06:39 UTC
  • Relatório sobre a Nona Sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico

Este texto é um relatório sobre a Nona Sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico.

A nona sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico, que ocorreu na segunda-feira 24 de outubro emitiu um comunicado após dois dias de debate. Esta é a primeira sessão da Assembleia de despertar islâmico fora do Irã desde a sua formação em 2011.  Após o início de o movimento despertar islâmico nos países autoritários no Norte de África e Ásia Ocidental, a Assembleia de Despertar Islâmico foi formada por iniciativa do líder da Revolução islâmica do Irã, a sua eminência Seyed Ali Khamenei. 

No comunicado final da nona sessão do "Despertar Islâmico" em Bagdá, capital do Iraque lê-se:

-O mundo do Islã, na situação atual, enfrenta desafios que foram avaliados com base em princípios islâmicos.  Em este comunicado, foi enfatizado salvaguardar a identidade islâmica fundamentada no Alcorão sagrado, e apresentar o Islã nobre que oferece a possibilidade de o desenvolvimento da comunidade islâmica.

O Wahabismo não é uma seita, mas uma ideologia desviada que foi criada por inimigos do Islã, contrariando o pensamento islâmico que é uma religião que apela à unidade e rejeita todos os atos de violência e opressão contra os outros.  O movimento do Despertar Islâmico começou em 2011 em Tunis, com a derrubada do governo ditatorial do "Zain ol-Abedin bin Ali" estendendo-se rapidamente aos outros países com os governantes autoritários no norte da África e Ásia Ocidental. Hosni Mubarak, segundo do Zaino l-Abidine bin Ali, caiu com o levante de 18 dias dos jovens egípcios na Praça de "Altahrir".  Após a queda de duas ditaduras, os Estados Unidos e seus aliados europeus, sentiram ameaçado os seus interesses ilegais, iniciadas medidas para inviabilizar o processo de "Despertar Islâmico" na região. Uma das fraquezas do "Despertar Islâmico” é que ele carece de uma liderança coerente e organizada para levar este movimento adiante e estabelecer um governo após a queda de ditaduras. Alguns partidos e movimentos islâmicos como a Irmandade Muçulmana do Egito tinham confiado no Ocidente e caíram nas suas armadilhas para desviar o "despertar islâmico".

Um exemplo disso pode ser visto no colapso do primeiro presidente eleito do Egito, Mohamed Morsi.  

Para desviar do despertar islâmico, os Estados Unidos e os seus aliados europeus usaram a fraqueza e falta de liderança coerente para orientar a revolta contra o programa de regimes autoritários. Com a queda dos governos de Bin Ali e Hosni Mubarak na Tunísia e no Egito, respectivamente, os líbios se levantaram contra "Muammar Gaddafi". Na Líbia, os governos ocidentais estavam assistindo a revolta popular contra o governo de Gaddafi, deram o seu apoio ao povo, para logo criar um papel na estrutura do governo subsequente. Esta política dos governos ocidentais causou a divisão da Líbia com a influência da Al Qaeda e Daesh no país. 

No Bahrain, os Estados Unidos e Grã-Bretanha adotaram políticas diferentes, e apoiaram as ações da interferência da Arábia Saudita em assuntos de Bahrein e suporte interno de Al Kalifa. Os britânicos estenderam tapete vermelho para o Emir de Bahrein, apesar da repressão dos ativistas pró-democracia, de fato, os governos ocidentais, considerando seus interesses e a posição crítica dos países com ditaduras na África do Norte e Oeste da Ásia, têm adotado políticas diferentes. Eles viram os seus interesses na queda de Zain-ol-Abedin Bin Ali e Hosni Mubarak.  

Na Líbia para derrubar Gaddafi, eles se juntaram ao povo deste país. Os governos ocidentais apoiaram o governo no Bahrein à família Al Kalifa que reprimia o movimento libertador e direito do xiita do país. Na Síria, tentando de criar uma crise interna e tentar derrubar o regime de Assad, danificando o eixo de resistência contra o regime sionista. Sob o pretexto da liberdade de os sírios, os governos ocidentais apoiaram os correntes terroristas takfiris, tornando o país o maior ponto de grupos terroristas no mundo. 

Os grupos de terroristas perpetraram crimes anti-humanos terríveis na Síria e no Iraque e alguns outros países da região. Com o fortalecimento de extremistas e takfiris em países islâmicos por parte dos ocidentais, se seguem criando diferenças entre os seguidores de diferentes ramos islâmicos, desviando assim o movimento de "despertar islâmico" em países muçulmanos. Embora o lema do Ocidente fosse à luta contra o terrorismo e a formação da coalizão anti-Daesh, quem não sabe que a Arábia Saudita e Turquia aliadas dos Estados Unidos e os seus parceiros europeus no Oriente Médio são os maiores apoiadores de grupos terroristas.   como pode ver alguns terroristas takfiris, como Daesh, controlam uma grande parte da Síria e do Iraque. Milhares pessoas ao redor do mundo, especialmente da Europa, viagem para Síria e Iraque para aderir a este grupo terrorista. A Turquia é um dos principais corretores que enviam terroristas para a Síria e Iraque. Arábia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes Unidos, são os principais prestadores de serviços financeiros e equipamentos aos terroristas Daesh e outros grupos takfiris. Recentemente, a empresa Toyota publicou um relatório sobre a compra de sessenta mil caminhões Land Cruiser pela Arábia Saudita, Qatar e os Emirados Árabes Unidos para grupos extremistas no Iraque e na Síria.  Uma das principais razões para a formação de Assembleia de Despertar islâmico é permanecer firmes contra as conspirações do Ocidente em discórdia entre os seguidores de correntes islâmicas que tem fortalecido os grupos terroristas.  Nas reuniões da Assembleia de Despertar islâmico foram convidados a maioria dos estudiosos das escolas islâmicas. Este ano, na reunião em Bagdá em que estavam participando estúdios islâmicos de 22 países do mundo, em sua maioria sunitas, foram discutido um dos mais importantes questões que foi o enfrentar com as correntes takfiris, especialmente o Wahabismo.   O ex-primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maleki, nesta conferência, referindo-se aos pensamentos de grupos terroristas, especialmente do Daesh e esforço da sedição tribal entre os muçulmanos, e disse: a ideologia takfiri permanece no topo da sedição tribal. Por sua parte, o primeiro-ministro iraquiano, o Heidar al-Ebadi, durante a abertura da nona sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico, depois de assegurar que o terrorismo cego faz diferença entre xiitas e sunitas acrescentou: Daesh tem desalojado a maioria dos sunitas.  O secretário-geral da Assembleia Mundial de Despertar islâmico, durante seu discurso na nona reunião, argumentou que já foram executadas diferentes oportunidades na região e que é o dever dos muçulmanos a continuar lutando contra a ideologia takfiri. O membro da delegação geral dos sábios muçulmanos do Líbano em Bagdá, Sheikh Mohammad Jazr Albaksh, à margem da nona sessão do Conselho Supremo da Assembleia Mundial de despertar islâmico, disse que a participação de clérigos de ramos islâmicos na reunião do Despertar islâmico em Bagdá, é uma das grandes respostas ao terrorismo de Daesh. Os governos de Iraque e da Síria estão agora na linha de frente para enfrentar os grupos terroristas.  Os participantes da nona sessão da Assembleia Mundial de Despertar Islâmico anunciaram o seu apoio aos governos do Iraque e da Síria em combate aos grupos terroristas. Eles também discutiram os principais desafios e ameaças que pesam sobre o mundo islâmico e apresentaram soluções viáveis para esses problemas. No o final da jornada, os líderes muçulmanos no Fórum e as elites fizeram uma chamada ao mundo islâmico para "preservar a unidade e solidariedade".