O Irã não violou resolução do Conselho de Segurança da ONU
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Ministro da Defesa iraniano Hussein Dehghan confirma que o Irã não violou a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) com o ensaio míssil balístico de longo alcance de "Emad".
(last modified 2018-08-22T15:30:13+00:00 )
Fev. 10, 2016 04:42 UTC
  • O Irã não violou resolução do Conselho de Segurança da ONU

Ministro da Defesa iraniano Hussein Dehghan confirma que o Irã não violou a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) com o ensaio míssil balístico de longo alcance de "Emad".

"O teste de míssil Emad não viola o acordo nuclear ou resolução 2231do CSNU, apesar de que eles (o Ocidente) pensam que violou resoluções anteriores. Irã nunca procurou usar ogivas nucleares, é uma calúnia”, disse ele Dehghan em uma entrevista na televisão na terça-feira ao Radio Difusão iraniana (IRIB).

O teste do míssil de Emad, disse ele, para provar a todos que estamos nos movendo em nosso programa de mísseis e não vamos parar.

"Nós estabelecemos um cronograma sobre este e todos os nossos esforços, tal como solicitado pelo presidente iraniano Hassan Rouhani, está a desenvolvera-lo com pressa", acrescentou.

Em sua opinião, o programa de mísseis do Irã tem servido como pretexto para correntes extremistas e sionistas que tentam intimidar o Irã.

"Eles insistem que o Irã busca acabar com o regime israelense, ignorando o movimento de resistência e a conjuntura regional já o estão fazendo e nós, como não, continuamos apoiar a resistência", disse ele.

O Departamento de Tesouro dos EUA impôs em janeiro passado novas sanções contra o programa de mísseis iraniano alegando que o Irã, ou seja, o teste de míssil de longo alcance de "Emad" que teve lugar em outubro de 2015.

Perante as acusações dos EUA, a República Islâmica do Irã tem assegurado que a sua capacidade de defesa é de nenhuma maneira uma ameaça para a região, e que o seu objetivo é preservar a soberania e a integridade territorial.

Um dia depois da adoção de novas sanções anti-iranianas, Dehghan disse que o seu país, com suas novas conquistas, demonstrará a ineficácia de sanções dos EUA contra o seu programa de mísseis balísticos.

Situação atual no Oriente Médio

Dehqan referiu-se à atual situação regional e acusou os Estados Unidos e o regime israelense de criara a situação caótica no Oriente Médio.

"O que está acontecendo atualmente na região é parte do plano americano-israelense para justificar o retorno dos americanos à região depois de seus fracassos no Iraque e no Afeganistão. Os EUA não querem investir em qualquer guerra por procuração, mas ao mesmo tempo desejam obter o máximo benefício da situação”, argumentou.

Referindo-se a uma possível intervenção terrestre da Arábia Saudita e seus aliados na Síria, o ministro da Defesa disse que Riad insiste em esta ideia, porque tem visto como todos os seus planos na região falharam um por um.

"A Arábia Saudita tem sido presente na Síria desde o início da crise, financiando e armando terroristas, no entanto, não conseguiu nada, agora o governo sírio tem a vantagem nos diálogos (...)", disse.

Riad, conclui, não pode suportar a presença de um governo xiita no Iraque, por isso, faz todos os esforços para enfraquecer e, nesse sentido, atua em conformidade com os Estados Unidos e Turquia.