Unasul repudia a alegação do Donald Trump
Secretário-Geral da União das Nações Sul-Americanas (Lansul), Ernesto Samper, repudiou na quinta-feira o pedido do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o México deve pagar o "muro de humilhação", que pretende construir entre os dois países.
"Quero expressar minha rejeição da decisão desafiadora do novo presidente dos Estados Unidos para impor ao povo mexicano a obrigação humilhante de pagar a construção de muro que fisicamente separa os EUA e Canadá, do México e da América Latina", disse o ex-presidente colombiano em um comunicado.
Samper também reiterou a preocupação do bloco pela tensão nas relações hemisféricas gerados por tais medidas, que considera afetar a vida dos povos sul-americanos nos EUA e do processo de paz na Colômbia e a restauração das relações com Cuba.
"Reafirmamos a nossa preocupação com a tensão das relações hemisféricas, resultante destas medidas que afetam a segurança e a qualidade das nossas vidas e concidadãos de os que vivem nos EUA", disse Samper.
Nesta semana, o novo presidente dos EUA assinou um decreto executivo autorizando a construção do muro na fronteira com o México, uma de suas promessas mais controversa de campanha.
Segundo avançou o próprio Trump, o trabalho de planejamento começará imediatamente e a sua implementação terá lugar nos próximos meses. Por outro lado, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer afirmou na quinta-feira que o presidente Trump procura definir um imposto de 20% sobre todas as importações provenientes do México para pagar a construção do muro.
Este tributo fará parte dos planos de reforma tributária do governo dos EUA e terá o apoio do Congresso. Este imposto poderia gerar 10.000 milhões de dólares por ano e que "facilmente arcará o custo do muro”, explicou Spicer.
Por sua parte, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, relatou a ativação da rede diplomática nacional para defender mexicanos que vivem nos Estados Unidos.
"Os 50 consulados do México vão se tornar verdadeiros defensores dos direitos dos migrantes", acrescentou Peña.