Quénia : Polícia dispersa manifestantes com gás lacrimogéneo
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A polícia do Quénia dispersou hoje com gás lacrimogéneo e disparos para o ar dezenas de pessoas que bloquearam com barricadas algumas ruas de Mathare, um subúrbio de Nairobi, constatou a agência noticiosa espanhola EFE.
(last modified 2018-10-17T12:49:42+00:00 )
Ago. 09, 2017 07:36 UTC
  • Quénia : Polícia dispersa manifestantes com gás lacrimogéneo

A polícia do Quénia dispersou hoje com gás lacrimogéneo e disparos para o ar dezenas de pessoas que bloquearam com barricadas algumas ruas de Mathare, um subúrbio de Nairobi, constatou a agência noticiosa espanhola EFE.

Um grande dispositivo policial foi deslocado para aquela zona, onde um grupo de residentes bloqueou ruas com pedras e fogueiras após alegações por parte da oposição de fraude nas eleições realizadas na terça-feira.

Noutras zonas do país, como em Kisumu (oeste), a polícia também lançou gás lacrimogéneo para dispersar um pequeno grupo de manifestantes que saiu à rua em apoio do candidato da oposição, Raila Odinga.

Depois da comissão eleitoral queniana ter divulgado os primeiros resultados parciais que dão uma vitória ao presidente cessante, Uhuru Kenyatta, com 54,57% dos votos, contra 44,58% para Odinga, este denunciou uma fraude através da pirataria do sistema informático de contagem dos votos.

Segundo Odinga, na contagem dos votos foi utilizada a identidade do diretor de telecomunicações da comissão eleitoral Chris Msando, que foi assassinado há 10 dias.

O presidente da comissão, Wafula Chebukati, afirmou que as denúncias da oposição vão ser investigadas, embora tivesse adiantado que confia no sistema de contagem e transmissão dos votos.

Perante a tensão no país, o ministro do Interior, Fred Matiang'i, pediu aos cidadãos, numa conferência de imprensa, que se abstenham "de qualquer atividade que ponha em perigo a vida dos demais ou a estabilidade do país".

 

Dois mortos na capital do Quénia em protestos sobre resultados eleitorais

O chefe da polícia de Nairobi Japheth Koome referiu que as duas pessoas foram mortas quando se aproveitavam dos protestos para roubarem.

Um repórter fotográfico da agência noticiosa norte-americana Associated Press indicou que uma das vítimas foi atingida na cabeça.

Outro responsável da polícia que não quis ser identificado disse à agência France Presse que a polícia matou os dois manifestantes no bairro da lata de Mathare, nos subúrbios de Nairobi.

Os protestos começaram depois de a oposição ter acusado o partido no poder de fraude nas eleições gerais. Dezenas de pessoas bloquearam com barricadas algumas ruas de Mathare e um grande dispositivo policial foi deslocado para a zona, tendo a polícia dispersado os manifestantes com gás lacrimogéneo e disparos para o ar, constatou a agência noticiosa espanhola EFE.

Depois da comissão eleitoral queniana ter divulgado hoje os primeiros resultados parciais com uma vitória do presidente cessante, Uhuru Kenyatta, o seu rival, Raila Odinga, denunciou uma fraude através da pirataria do sistema informático de contagem dos votos.

Com base nos resultados transmitidos eletronicamente por mais de 96% das assembleias de voto, a comissão eleitoral atribuiu a Kenyatta 54,36% dos votos contra 44,76% para Odinga. Estes resultados provisórios devem ainda ser validados com base nas atas das assembleias de voto.

 

Odinga, que também contestou as suas derrotas em 2007 e 2013, disse estar à frente na eleição e apelou aos quenianos para se manterem calmos, antes de adiantar: "Eu não controlo as pessoas".

O presidente não reagiu aos resultados provisórios, enquanto o seu partido rejeitou as acusações da oposição.

O presidente da comissão eleitoral, Wafula Chebukati, afirmou que as denúncias da oposição vão ser investigadas, embora tivesse adiantado que confia no sistema de contagem e transmissão dos votos.