Violação dos direitos humanos no Ocidente de ilusão à realidade -9(2017)
Faz muitos anos que, o mundo está testemunhando o assassinato de pessoas inocentes, incluindo mulheres e crianças palestinas.
No entanto, de vez em quando, a crueldade severa de soldados israelenses provoca a ira do povo. Neste programa se fala sobre a brutalidade dos soldados israelenses em praticar infanticida e matar crianças palestinas.
Como foi dito, são muitos crimes contra pessoas inocentes, mas o que cometem os soldados do regime sionista provoca raiva em todo o mundo. Tem divulgado recentemente um vídeo chocante das confissões de uma soldada israelense sobre a infanticida e a morte de crianças palestinas a qual gerou um escândalo na mídia e redes sociais.
Esta mulher, em imagens gravadas, diz que não foi fácil a primeira vez que matou alguém. Ela diz que, naquela época, pegou sua arma... E se diz que não vai a lugar nenhum, mas foi e usou-a contra pessoas inocentes. Quando foi se perguntando se ela iria deixar sua família e se juntar ao exército e matar palestinos. Ela descaradamente sem pensar um pouco, olhou nos olhos de seu interlocutor e respondeu corajosamente: "Sim, eu estou feliz em matar os palestinos." Há muitos, o número de palestinos inocentes que perderam suas vidas nas mãos desta soldada cruel. Quando o entrevistador pergunta sobre isso ela disse que não conseguia se lembrar de uma figura. É evidente que a partir das palavras da mulher se entende que parece nada de errado em cometer estes crimes, pelas forças israelenses.
Além disso, matar prisioneiros palestinos faz também parte de sua vida. O Centro de Investigação sobre prisioneiros palestinos declarou que o regime sionista continua a deter os palestinos, de modo que em março foram detidas 480 pessoas, incluindo 75 crianças e 16 mulheres. 17 detidos estão relacionados com a Faixa de Gaza.
A detenção também inclui jornalistas e trabalhadores da mídia. Em março, cinco pessoas foram detidas deste grupo. Também em março sionistas tinham detido em massa membros do Conselho Legislativo Palestino e da coalizão chamada "Mudança e Reforma" foram enviados para a prisão cinco deputados. Segundo o relatório, os tribunais israelenses condenaram 65 pessoas à prisão administrativa provisória de dois a seis meses. Em março, também aumentou o número de prisioneiros condenados à prisão perpétua, chegando a 500 pessoas.
Há muitos anos que, os palestinos inocentes e oprimidos enfrentam uma ampla gama de violações dos direitos humanos e humanitários cometidos pelos agressores israelenses. As Nações Unidas também emitiram várias resoluções de ação bastante sérias e efetivas. O Relator Especial de Direitos Humanos da ONU na Palestina disse, "para acabar com a ocupação e as violações dos direitos humanos, a comunidade internacional deve agir e ir além da adoção de resoluções e conferências e publicar demonstrações de preocupação e crítica. A comunidade internacional tem uma série de instrumentos jurídicos e diplomáticos para ser usado de forma mais intensiva em tal situação, como têm sido utilizados na África do Sul durante a crise nas décadas dos anos 70 e 80".
Perguntando a especialista jurídico da ONU sobre seu recente relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Israel, que acusa o regime sionista de violar os direitos humanos dos palestinos nos territórios ocupados, ele destacou: "O meu relatório incidiu sobre a situação trágica de ativistas de direitos humanos que trabalham nos territórios palestinos ocupados. Estas organizações operam em situações extremamente difíceis e limitadas e são sempre alvos do regime israelense". Na conclusão deste relatório, ele observou que a violação dos direitos humanos está ligada fortemente com 50 anos de ocupação que continuou por cinco décadas contra os desejos e forte rejeição de pessoas ocupadas. "Cinquenta anos de ocupação é um período de tempo intolerável", disse o repórter, enquanto insistiu que necessariamente tem que usar medidas coercivas contra o poder ocupante, porque tem ignorado ou rejeitado direitos humanos e outros palestinos.
Em um último relatório, o Observatório dos direitos humanos (HRW, na sigla em Inglês) critica a falta de acesso por defensores de direitos humanos a viajar a Faixa de Gaza por restrições impostas por Israel e Egito. O relatório assinala que, nos últimos 25 anos, o regime sionista coloca cada vez mais restrições sobre as viagens dentro e fora da Faixa de Gaza. Estas limitações na maioria dos casos têm deixado um impacto negativo nos aspectos da vida em Gaza, como a capacidade dos ativistas de direitos humanos para documentar violações dos direitos humanos e do direito internacional. O regime ocupante sionista controla o espaço aéreo e águas territoriais de Gaza e de duas décadas tem dificultado a atividade de habitantes de Gaza nos aeroportos e portos; um problema que tem causado a dependência dos palestinos em Gaza de realizar a viagem através de portos estrangeiros. Israel também restringiu severamente todas as viagens e as viagens entre Gaza e na Cisjordânia. O Observatório para os Direitos Humanos recomenda que a Corte Internacional de Justiça de Haia que, a fim de garantir a responsabilização por qualquer crime potencial na Palestina, desencadeia uma investigação formal desde junho de 2014 sobre a situação na Palestina.
A construção de assentamentos ilegais em terras palestinas ainda está sendo aumentada. Um problema que provocou o secretário-geral da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), Yosef Bin Ahmed al Ozaimin, convocar o Conselho de Segurança da ONU para contribuir à aplicação e recordar seu papel perante repetidas violações do regime sionista contra o povo palestino. Ozaimin pediu ao Conselho de Segurança que obrigasse o Israel a respeitar os seus compromissos internacionais e para acabar com a política de construção de assentamentos. O chefe da OCI qualifica a política de aumento assentamentos de "crimes de guerra" e exigiu o seu fim imediato. O Secretário-Geral da OCI condenou vigorosamente a recente ordem para a construção de um novo assentamento na Cisjordânia e argumentou que, segundo o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas, em especial a resolução 2334 (publicado em 23 de dezembro, 2016), todos os assentamentos israelenses construídos em território palestino ocupado são "ilegais" e, portanto, a política viola claramente os direitos do povo palestino.
Os próprios colonos não estão dispostos a respeitar os direitos do povo palestino e se recusam a deixar suas terras. Uma nova pesquisa mostra que a maioria dos colonos israelenses em território palestino ocupado não quer deixar suas casas, tampouco concordar em dar uma solução ao conflito. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Comitê Americano-Israel de Assuntos Públicos (AIPAC) para o Centro de assuntos públicos de Quds (JCPA), os sionistas não têm atualmente nenhuma vontade de retirar-se das cidades ocupadas desde 2005 na Cisjordânia e também se opõem à solução de dois Estados. Enquanto em 2005, quase 60 por cento dos colonos -depois de um acordo de paz deste ano- estavam concordando em se retirar da Cisjordânia, mas agora apenas 30 por cento são a favor desse caso. A pesquisa mostra que 12 por cento dos colonos pedem se retirar para as fronteiras definidas no acordo de 1967 e quase 80 por cento rejeitá-lo e preferem ficar nos territórios dos palestinos da Cisjordânia. Em relação a ceder à administração de complexo da Mesquita de Al-Aqsa aos palestinos também 83 sionistas expressaram a sua oposição.
A mais óbvia de violação de direitos palestinos ocorre enquanto alguns governos ocidentais, apesar de seus slogans em favor dos direitos humanos e combate ao terrorismo, continuam apoiando descaradamente o terrorismo praticado por Estado de Israel.
O Líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyed Ali Khamenei, em sua segunda carta endereçada aos jovens do Ocidente, tinha destacado a hipocrisia dos governos ocidentais de apoiar o terrorismo de Estado de Israel. Ele disse: “O povo oprimido palestino é vítima da pior forma de terrorismo há mais de 60 anos”. Se os europeus, nos últimos dias, se refugiam em suas casas e se evitem ir a lugares públicos e nas suas cidades, pois uma família palestina, mais de uma década não se sente segura, mesmo na sua casa por causa da máquina de terror e destrutiva do regime de Israel. Hoje, Quê tipo de violência, sob o aspecto da gravidade de atrocidades, é comparável com a construção de assentamentos israelenses? Este regime usurpador sem ser condenado seriamente por seus aliados ou organizações internacionais aparentemente independentes, destrói todos os dias as casas e desapropriando bens dos palestinos, e nem mesmo proporciona a oportunidade de evacuar suas casas ou mesmo suas colheitas agrícolas, e tudo isso acontece ante aos olhos escabrosos e lágrimas de mulheres e crianças, que também são testemunhas de ataques contra os membros das suas famílias ou, em algumas ocasiões, sua transferência para lugares tenebrosos para serem torturados. Será que no mundo de hoje, você conheça outra atrocidade deste tamanho e duração? Disparar contra uma mulher no meio da rua, simplesmente por protestar contra soldado israelense armado até os dentes, se não é o terrorismo, então, o quê é? Será que esta barbárie realizada pela força militar de um sistema ocupante não deve ser considerado o extremismo? Ou talvez, porque estas imagens que tivessem sido transmitindo pela televisão ao longo dos últimos sessenta anos perderiam suas sensibilidades a mexer com a nossa consciência?