Out. 04, 2017 19:30 UTC
  • Violação dos direitos humanos da ilusão à realidade (30)

Neste programa se aborda a questão de discriminação de gênero contra as mulheres na França. Obrigado por se juntar a nós.

As mulheres no mundo de hoje, apesar das demandas crescentes de cultura e civilização no Ocidente, se consideram as novas escravas do sistema capitalista, exploradas por vários pretextos e pela sua atrativa aparência. A prostituição e o trabalho forçado são o destino das mulheres traficadas na França, num país que pioneiro na defesa da liberdade, dos direitos humanos e da igualdade entre homens e mulheres.

O jornalista francês Francois Gueraud diz: aparentemente, mesmo que não haja desculpas para as mulheres chegarem ao poder, não há esperança de igualdade.

Sem dúvida, a escravidão, o trabalho forçado, o uso de ferramentas humanas, a exploração sexual, disparidade salarial e outras medidas similares estão sujeitas à proibição internacional e devem ser eliminadas pelos Estados membros das Nações Unidas. A França, com o membro integrante, é obrigada, juntamente com todas as suas obrigações internacionais, a eliminar todas as formas de discriminação contra as mulheres, no entanto, esta piorando cada vez mais a situação jurídica das mulheres neste país. Discriminação de gênero persiste no trabalho e na política.

“A discriminação a esta escala, décadas após terem sido assumidos compromissos nacionais e internacionais, é sintomática de uma crise de responsabilização”, define o relatório de entidade ligada às Nações Unidas. Muitas mulheres trabalham em funções diferenciadas e que pagam menores salários. Mas muitas mulheres que exercem a mesma função que um homem estão ganhando significativamente menos que o homem pelo mesmo tipo de trabalho.  Pode atribuir isto à discriminação. 

Mesmo quando as mulheres têm o mesmo nível de escolaridade que o homem ou a mesma experiência, existe essa brecha no salário entre os gêneros e isso é mais gritante quando falamos das mulheres da cor.

A discriminação do gênero acontece quando há uma atitude adversa perante uma característica específica e diferente, ou seja, uma pessoa for tratada de forma diferente ou desigual "discriminada" em diferentes situações, dependendo do sexo. Uma pessoa pode ser discriminada por causa da sua raça, do seu gênero, orientação sexual, nacionalidade, religião, situação social, etc.

Uma atitude discriminatória resulta na destruição ou comprometimento dos direitos fundamentais do ser humano, prejudicando um indivíduo no seu contexto social, cultural, político ou econômico.

Na vida adulta, inúmeras normas sociais acabam jogando sobre os ombros das mulheres o maior custo do trabalho doméstico e da maternidade. Os homens têm maior espaço e condição de se aperfeiçoar e se dedicar a construir sua carreira profissional.

Adicionalmente, uma assimetria biológica –que dá aos homens maior opção de escolher o momento mais apropriado à paternidade em comparação às mulheres, que se defronta com a menopausa– gera por si só fortes motivos para haver diferenciação de gênero no mercado de trabalho.

Embora isso possa parecer que não é um problema, indiretamente é. Esse tipo de discriminação se refere à diferença de sexo (feminino ou masculino) entre as pessoas. Tal diferença, em circunstâncias diversas transformou-se em desigualdade social e causa o racismo de gênero no ambiente de trabalho, na medida em que, segundo as estatísticas internacionais, o número de casos de discriminação de gênero entre os vários tipos de discriminação na sociedade tem ficado em segundo lugar e isso é uma clara indicação de violência física e não física contra as mulheres, porque tudo o que se relaciona com o sexo masculino são considerados superiores à capacidade feminina. Um exemplo dessa atitude é visível no mundo do trabalho: diferenças salariais, dificuldades de acesso a cargos de direção, conflito lar/trabalho, etc.

Portanto, a discriminação de gênero pode ser dividida em dois capítulos distintos: (a) Assédio sexual que inclui vários tipos de estupro até a agressão física, e (b) A discriminação de gênero em ambientes de trabalho que tem duas formas de discriminação, no emprego (promoção) e discriminação e disparidade salarial.

Violência e discriminação contra as mulheres.

As atitudes sociais prevalecentes na sociedade francesa são ligeiramente diferentes de outras culturas, e isso se baseia em distinguir a sociedade Gala do ponto de vista socioeconômico a outras nações.

A cultura francesa flutua entre duas categorias de valores familiares e padrões feministas. Os residentes no sul do país tendem manter a estrutura familiar tradicional e acreditam que uma mulher precisa ficar em casa e o homem trabalhar fora da casa para sustentar sua família. Enquanto os habitantes do norte do país mostram um forte desejo pela presença de homens e mulheres no mercado de trabalho e enfatizando menos na base familiar; então a França flutua na luta entre essas duas culturas distintas, existindo algum tipo de ansiedade e desordem nos pensamentos e desejos da comunidade francesa.

O princípio da igualdade de remuneração entre homens e mulheres no local de trabalho foi estabelecido na Convenção de Roma de 1957. Nele estipula: a expressão “igual remuneração de homens e mulheres trabalhadores por trabalho de igual valor” refere-se a tabelas de remuneração estabelecidas sem discriminação baseada em sexo.

A legislação trabalhista francesa, adotada na década de 1970, proíbe toda a discriminação baseada na legislação europeia, incluindo: ascendência, sexo, preferências sexuais, idade, estado familiar, gravidez, cidadania, raça, crenças políticas ou religiosas, aparência física, saúde ou deficiência. Estudos acadêmicos consideram o assédio sexual como uma forma de coerção baseada na natureza do sexo. Em outras palavras, qualquer assédio, seja físico ou psicológico, cometido por sexo, é assédio sexual e é considerado proibido em todos os sistemas legais, portanto, abuso sexual, agressão sexual e estupro são exemplos óbvios de assédio sexual, o que ameaça acima de tudo, a sociedade das mulheres de um país.

É claro, é preciso reconhecer que a proibição do assédio sexual é uma categoria em que não existe uma definição clara das suas dimensões na lei. De fato, a definição de assédio sexual depende da cultura do país. Na França, a existência de relações livres entre colegas no local de trabalho é normal, e ao mesmo tempo existe um nível enorme de violência doméstica.

O termo "assédio sexual" foi usado em 1973 no relatório "O fenômeno de Anéis de Saturno", escrito por Mary P. Rowe, então assistente especial do Presidente para as mulheres e trabalho no Instituto de Tecnologia de Massachusetts sobre várias formas de assédio relacionado ao gênero. Rowe afirmou que ela não era a primeira a usar o termo porque a questão do assédio sexual era um dos temas de discussão em grupos de mulheres em Massachusetts no início da década de 1970, mas que o MIT poderia ter sido o primeiro ou um das primeiras grandes organizações para discuti-lo (no Conselho Acadêmico do MIT) e desenvolver mecanismos e políticas para combatê-lo. O MIT naquela época também reconheceu os danos causados ​​pelo assédio racial e pelo assédio às mulheres negras. O presidente do MIT afirmou nesse sentido que o assédio era antitético à missão de uma universidade e era intolerável para os indivíduos.

No entanto, o termo foi amplamente desconhecido até o início da década de 1990, quando Anita Hill testemunhou e denunciou o assédio sexual do candidato do Supremo dos Estados Unidos, Clarence Thomas. Após o testemunho de Hill em 1991, aumentaram a 58%, o número de casos relatados de assédio sexual nos Estados Unidos e no Canadá. De acordo com o relatório Daily Mail, em 3 de outubro de 2012, o ministro da Igualdade de Territórios e Habitação, a ecologista Cécile Duflot, durante seu discurso oficial no Parlamento, foi objeto de ofensa e abuso verbal por parte de outros representantes masculinos. Os relatórios indicam que, quando o ministro de 37 anos chegou ao Parlamento com um vestido de flor branca, muitos de seus colegas gritaram e assobiaram quando a viram chegar. "Fiquei surpresa, trabalhei no setor de obras públicas e nunca havia visto algo parecido", disse Duflot a jornalista. Este comportamento dos deputados refletia algumas de suas características, e penso em suas esposas! O Partido União por um Movimento Popular, presidido pelo ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, foi culpado pelo que aconteceu naquele dia no parlamento francês.

Alguns diziam que o evento representava o ódio às mulheres na classe politica do país. Um membro do partido de Sarkozy, que é um amigo íntimo no partido, disse em uma estranha observação: "Admiro a Sra. Duflot, porque vestindo essas roupas, não a escutaremos mais". Os antigos membros do partido também disseram: O Parlamento sussurrou em homenagem à beleza desta senhora.

Como dissemos, não há clareza legal explícita sobre o assédio sexual e, em geral, a cultura do país está envolvida na definição do tema do assédio sexual, no entanto, de acordo com a lei da maioria dos países, se deve respeitar a dignidade e se proibir fazer comentários ofensivos.

O assédio sexual também é visto como uma forma de discriminação de gênero e comportamento discriminatório na maioria das leis, mas na França, embora a lei enfatize essa questão, os franceses geralmente não se concentram nesta questão no seu comportamento social. Normalmente, violar a privacidade de outros em brincadeira e as conversas não convencionais e gíria são comuns no local de trabalho. Além disso, um grande número de alegações de assédio sexual em ambientes de trabalho na França sugere um grande aumento desses crimes no país.

Assédio às mulheres em ambientes de trabalho na França.

Estes incluem a expansão do ambiente opressivo que governa as grandes cidades da França, a disseminação da violência doméstica contra as mulheres, a discriminação de gênero em ambientes de trabalho, etc. Os casos que eventualmente levaram os 17 políticos franceses proeminentes que estiveram a cargo do ministério no país no ano passado anunciaram em um esforço coordenado que não silenciariam mais os casos de assédio sexual: "A insinuação sexual e o comportamento inadequado devem ser condenados sistematicamente no futuro".

O senhor deputado Macky, especialista em assuntos europeus, nos dará uma entrevista sobre este assunto.

A discriminação de gênero tem antecedentes na história humana. As diferenças na criação de homens e mulheres levaram à discriminação de gênero em muitas sociedades. No entanto, essa diferença na criação de homens e mulheres não significa que os homens sejam superiores às mulheres; Essa diferença deve-se aos diferentes deveres e responsabilidades que Deus confiou a ambos na sociedade. Na verdade, homens e mulheres se complementam para formar uma família como base de qualquer sociedade.

Ao longo da história, os profetas de Deus fizeram muitos esforços, especialmente o último profeta, Mohammad (saudações para ele e seus descendentes), para eliminar a discriminação e o comportamento humilhante contra as mulheres. Apesar da passagem de 1400 anos da missão do Profeta Mohammad, a mensagem de Deus, todavia não foi recebida nem a verdade existencial que é a diferença na criação do homem e da mulher e a alta capacidade das mulheres nas sociedades como gerações futuras de prosperidade, inclusive nas sociedades islâmicas.

O Ocidente nunca tentou reconhecer o verdadeiro aspecto do Islã, como a diferença na criação de homens e mulheres. Eles defendem os direitos das mulheres na defesa de seus direitos, mas exigem a igualdade entre homens e mulheres em todas as áreas. No entanto, as mulheres não estão em condições de se concentrar na diferença de criação física e psicológica em muitas áreas. Apesar da ampla atividade no Ocidente pela igualdade de direitos das mulheres e dos homens, um dos principais problemas das sociedades ocidentais é a discriminação de gênero, o assédio e o abuso sexual. No trabalho, salários e serviços, não há igualdade entre os direitos das mulheres e dos homens. O aspecto social e cultural de uma mulher não é um aspecto humano. As mulheres são mais vulneráveis ​​nas sociedades ocidentais, mais abusadas e abusadas.

Susan Magaly, presidente da União para a Proteção dos Direitos das Mulheres Solteiras na França, ressalta que, na nossa sociedade francesa, vemos injustiça na área dos direitos das mulheres. O que me surpreende é que as violações dos direitos das mulheres não são realizadas na África ou no Afeganistão, mas em um país que é considerado o centro dos direitos humanos. Magaly levanta a questão: se a França reivindica os direitos humanos, onde são os direitos das mulheres? Nos últimos anos, as violações dos direitos das mulheres e da violência contra as mulheres aumentaram na Europa, especialmente na França.