Estes dia, a febre eleitoral é muito elevada nos Estados Unidos.
Os candidatos presidenciais procuram avançar na competição para ocupar a cadeira no Salão Oval da Casa Branca.
Mas sob a bandeira desta batalha eleitoral, os candidatos democratas e republicanos se esforçar para eliminar seus rivais e alcançar a nomeação de seu partido e, desta forma, referem-se aos desafios e problemas enfrentados pela comunidade norte-americana, onde um dos principais desafios é a questão de diretos humanos.
Olhando para a história eleitoral dos Estados Unidos e o processo usual seguido de candidatos eleitorais neste país, vemos slogans iguais como usufruir dos direitos humanos e o bem-estar dos cidadãos americanos.
No entanto, com um olhar minucioso a sociedade americana, entendemos que existem lacunas nas profundezas da fina camada da civilização, desenvolvimento e proteção da dignidade humana que os EUA reivindicam para desfrutar deste país, mas que repetidamente tem criado divisões na comunidade. Assim, é muito surpreendente para os ativistas sociais, o âmbito da violação dos direitos fundamentais dos cidadãos em EUA, porque o governo afirma a outros países a proteção dos direitos humanos e da dignidade.
O direito à vida e à segurança é um dos direitos humanos mais básicos que foi mencionado em instrumentos internacionais, às constituições nacionais e na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Os governos estão obrigados a proteger a vida das pessoas e preparar condições para os seus cidadãos a viver diariamente com tranquilidade e alcançar os seus objetivos.
As políticas de governos em qualquer terreno devem ser baseadas no respeito a direitos básicos e humanos dos cidadãos. No entanto, nestes dias, um dos principais problemas dos EUA são o aumento da violência e os assassinatos de civis por armas de fogo. Liberdade de possuir armas e a influência dos lobbies de ricos negociantes de armas, com a supremacia dos interesses económicos sobre os interesses públicos neste país, dificultam quaisquer restrições à liberdade de armas.
O candidato do Partido Democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, Hillary Clinton, na cidade de Buffalo, em um comício de sua campanha, que se refere a este grande desafio que a cada ano causa o assassinato com armas de fogo de mais de 33 mil pessoas neste país, equivalente à morte a tiros de 90 pessoas todos os dias. Clinton acredita que uma das suas prioridades, se for eleito, é resolver o problema das armas. Neste sentido, ela diz: "Acho que o nosso país é inteligente e nós podemos fazer algo para salvar vidas. No entanto, eu não prometo que podemos proteger a vida de todos, mas certamente se podem afastar as armas daqueles que não deveriam ter acesso a estas”.
Outra questão lamentável e tema destas eleições é o assassinato em série de civis pelas forças policiais. Ainda mais triste é o sistema judicial dos EUA, que é no modo geral debilitado ao aplicar condenações aos responsáveis por essas mortes. Uma questão que pode ser entendido a partir dos discursos do candidato democrata Bernie Sanders. O candidato democrata, na véspera das primárias no estado da Carolina do Norte, observou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve obrigar a que se investiguem todos os casos de homicídios contra cidadãos em que estão envolvidos os policiais. Além disso, durante os seus discursos de campanha ressaltou que, caso contrário, a investigação deve recair sobre o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. "Nós vamos desarmar os departamentos de polícia que não se comportam como um exército de ocupação" prometeu.
Discriminação racial nos Estados Unidos, que começou com o sistema da escravidão no século XVII, tem continuado a era atual. Tem passado muitos anos do famoso discurso de Martin Luther King, intitulado "I Have a Dream", e os afro-americanos, todavia, por políticas raciais do governo deste país, vivem no meio de dificuldades e limitações. Uma das formas de discriminação racial é o tratamento da polícia com a comunidade negra neste país. A extensão do racismo no setor estatal dos EUA tem causado que muitos policiais em diferentes estados, por nenhuma razão, disparam contra negros atirar e matar suspeitos.
Ao longo dos últimos dois anos, o governo dos EUA devido aos constantes casos de assassinatos de afro-americanos desarmados por policiais brancos, tem enfrentado uma série de fortes críticas. Portanto, tem realizado extensos protestos nacionais contra esta atitude dos policiais.
Bernie Sanders, em um de seus discursos, refere-se à outra verdade amarga da comunidade norte-americana, ou seja, a discriminação e o racismo contra os negros e diz, "preto e branco também usam maconha, mas a probabilidade de prender os negros é quatro vezes maior do que os brancos”.
A organização por direitos humanos, a Anistia Internacional, em um relatório divulgado em fevereiro deste ano, indicando a existência de disparidades raciais no sistema de justiça criminal dos Estados Unidos, já que os brancos e pretos enfrentam quase a mesma pena por delitos relacionados com a droga, mas a detenção e perseguição de negros em relação a esses crimes são mais. O relatório acrescenta que enquanto os negros representam apenas 13 por cento da população total dos Estados Unidos, constituem 29 por cento de todas as prisões em conexão com delitos de drogas. Segundo o relatório, os casos de detenção de afro-americanos são seis vezes mais do que a taxa de prisão de brancos.
Este relatório também se refere aos casos de assassinatos de afro-americanos porá parte de polícia neste país. "O governo federal não fornece um relatório completo sobre o número de pessoas a cada ano mortas por polícia", a Anistia Internacional critica neste documento.
No entanto, outro candidato que tem impulsionado com as suas ideias a violação ampla e generalizada dos direitos dos cidadãos, é Donald Trump. O candidato republicano tem entrado nessas competências com as suas ideias racistas e uma língua bárbara e violenta que inclui seu desejo de serem voltadas as torturas da Idade Média, criar guerras em outros países e ignorando obrigações internacionais na comunidade internacional. A coisa notável é que essa figura de tal pensamento tão violento emergiu dentro da comunidade norte-americana e espera para se governar neste país. O que é doloroso é a inclinação de um amplo estrato a esses pensamentos perigosos e desumanos; mostra que especialmente as lacunas profundas das camadas da comunidade norte-americana que está inclinada por retornar ao período medieval.
Um dos assuntos mais enfatizados e repetidos por Trump é a expulsão dos muçulmanos do país e criando o ódio e a desconfiança deles. Embora, de acordo com artigo dourado de Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos e estão dotados de razão e consciência para atuar em conjunto num espírito de fraternidade. Ódio racial, étnica e religiosa tem sido uma ferramenta útil para incentivar os grupos humanos uns contra os outros; às vezes, os brancos contra os negros ou pessoas de uma cor diferente, contra outras, não muçulmanos contra muçulmanos e pode também mencionar os europeus contra os migrantes não europeus.
Na verdade, a estratégia de alguns governos está alimentando esses conflitos durante a tentativa de enfraquecer estes grupos minoritários, a fim de mostrar o seu poder e, neste sentido, pressionado com medidas econômicas, culturais, políticas e até mesmo medidas sociais e militares. As correntes de ódio pelos meios de comunicação para incitar uma maioria da comunidade contra as minorias, de modo que a propriedade e a dignidade das minorias enfrentam episódios de enorme violação dos seus direitos humanos e cidadãos.
Isso acontece enquanto, a criação de ódio racial, tribal e religioso é proibida nos termos da cláusula dois do artigo 20 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos. Esta cláusula estipula que "qualquer apologia ao ódio nacional, racial ou religioso que constitua incitamento à discriminação, à hostilidade ou à violência deve ser proibido por lei." Então publicar qualquer visão que promove o ódio racial e incitar a discriminação com base na superioridade racial e violência ou força contra qualquer raça ou grupo que diferem em termos de cor e origem étnica, é considerado um crime punível por lei.
Desta vez, o candidato republicano Trump, apontado aos muçulmanos e, ocasionalmente, lançando pensamentos racistas e violentos, tenta colocar pressão sobre os muçulmanos norte-americanos em uma aparente violação dos direitos do grupo islâmico.
O estudo dos pontos de vista de candidatos presidenciais dos EUA revela verdades desagradáveis sobre a divisão social profunda neste país que, por falta de tempo, não podemos estudar completamente. O que sobressai destas opiniões é que, embora o governo dos EUA seja considerado o pioneiro da democracia no mundo, a realidade vigente na comunidade dos Estados Unidos, representa um desafio fundamental para os direitos humanos e as camadas profundas da discriminação, o racismo, o ódio e a desigualdade na sociedade.