Violação dos direitos humanos de ilusão à realidade
Nos últimos dias se tem visto uma estranha forma de discriminação contra os muçulmanos em linhas aéreas que afeta as suas vidas e viola os seus direitos humanos e a sua dignidade.
Um dos componentes mais importantes de direitos humanos no mundo é a proteção dos direitos das minorias religiosas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos tem enfatizado muito esse direito, e o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas consideram este assunto como uma das suas prioridades no estudo de caso da situação dos direitos humanos nos países.
No entanto, quando olhamos para a situação dos direitos das minorias, a minoria, especialmente religiosa em países defensores dos direitos humanos, lamentavelmente, enfrenta com uma situação que é um exemplo de violação sistemática dos direitos das minorias. Hoje, os muçulmanos na Europa e nos Estados Unidos que são minorias religiosas enfrentam diferentes formas de discriminação e sua única culpa é ter uma religião. Na nova política dos EUA, após o atentado de 11 de setembro de 2001, o Islã e os muçulmanos são vistos como inimigos, e desde então, novas leis tendem a lidar com o Islã. Entre essas regras, a lei "USA Patriot Act" dos Estados Unidos, que representa a unidade e fortalecimento das ferramentas necessárias para interceptar e prevenir o terrorismo, de fato, se institucionalizou o confronto étnico contra árabes e muçulmanos. Esta lei na verdade proporciona uma justificação legal para as atividades da Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI) com a espionagem das mesquitas e associações cívicas, monitoramento das bibliotecas e o uso de certas ferramentas para monitorar todos as pessoas consideradas suspeitas de ter ligações com grupos terroristas, portanto, desde então, o FBI e outros serviços de inteligência e segurança dos Estados Unidos realizaram atividades extensivas, a fim de identificar e estigmatizar suspeitos. Mesmo nas escolas e universidades, têm agentes para espionar, e alunos e estudantes muçulmanos não somente na escola, como fora desse ambiente infiltrado, em casa e reuniões estão sob vigilância e monitoramento. Assim mesmo, são controladas suas notas pessoais, livros, e-mails e telefones.
De fato, as reuniões e comunidades dos muçulmanos são consideradas "grupos terroristas potenciais" e as autoridades se adotam medidas inconsistentes com a Cláusula primeira do artigo 4.º e n.º Primeiro do artigo 11 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos que insistem em manter a privacidade dos indivíduos. Na Europa, também os muçulmanos enfrentam diferentes tipos de discriminação. Alguns proprietários não alugam suas casas para famílias muçulmanas, porque as mulheres usam hijab e os homens têm barba. Algumas mulheres com véu se encontram muitos problemas ao tentar registrar-se nos clubes desportivos e piscinas. Nas escolas as crianças muçulmanas são vítimas de discriminação e humilhação. Muçulmanos em todos os níveis e desde o primeiro período educacional até o momento que procuram emprego enfrentam muitos episódios de discriminação. O maior problema nesta área encontra-se com as mulheres com lenços na cabeça, que mesmo tendo habilidades e experiência, têm pouca chance de encontrar um emprego. Este tipo de discriminação e injustiças sociais são mais visíveis nas pequenas e distantes cidades que têm menos imigrantes. Estes dias tem sido outra estranha forma de discriminação contra os muçulmanos nas linhas aéreas que afeta a vida destes muçulmanos e viola os seus direitos humanos e dignidade.
O jornal britânico The Independent refere-se a uma série de proibições que hoje os muçulmanos enfrentam quando embarcam em aviões de alguns países como os Estados Unidos e no Reino Unido. Indica nove dessas restrições. De acordo com o jornal, uma pessoa muçulmana não pode ler livros, fazer orações ou fazer exercícios de matemática quando viaja de avião. Em um caso recente, um agente escoltou duas mulheres muçulmanas em um avião norte-americano enquanto uma comissária de bordo disse-lhes que sentiam inseguras, também não tem permissão para comprar alimentos e bebidas quando o avião tinha parado quase cinco horas no aeroporto de Miami. Em abril passado foi interrogada uma mulher muçulmana da Somália que cobrava cabeça com um véu, ser desembarcada de um avião no aeroporto de Chicago, sem qualquer explicação por ter pedido ao seu companheiro do assento mudar de lugar. A aeromoça em resposta à polícia sobre a razão de tal pedido exigiu o desembarque da mulher, disse que não havia nenhuma razão particular. O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) tem pedido investigações. O jornal, então, escreveu que se você é um muçulmano e se o seu nome é semelhante à outra pessoa vai encontrar com outro problema. Este caso aconteceu com Adam Seyed Ahmad, um menino de seis anos, que o proibiram embarcarem-se de um avião porque o seu nome estava na lista de passageiros de alto-risco. Embora não houvesse nenhuma explicação, sua família acreditava que o incidente ocorreu porque a criança tem o mesmo nome que um suspeito terrorista. Além disso, um homem que se mudou para os EUA como um refugiado iraquiano foi retirado do voo da Southwest Airlines em abril depois de fazer uma chamada para a sua família em Bagdá falando em árabe no qual comentou que tinha jantado com Ban Ki-moon. Outro caso diz respeito a uma família de cinco membros de aparência muçulmana que, por razões de segurança, foram forçados a sair de um voo da companhia da United Airlines (UA) em Chicago, a poucos momentos antes do avião decolar. Ter um nome muçulmano também é proibido. O nome de Mohamed Ahmed Radwan foi removido da lista de passageiros, enquanto a comissária anunciou publicamente o seu nome, número do assento e disse-lhe que ele estava vigiando dela. Dizer o nome de Deus é outra razão para forçar os muçulmanos a sair de um voo, o que causou um casal muçulmano não poder viajar em um avião da Delta Air Lines. Said Ali Faisal e Nazia são os nomes do casal muçulmano que foram obrigados a deixar o avião, pronunciando o nome de Alá. Outro caso é ler o livro. Um muçulmano foi interrogado no aeroporto na Inglaterra devido a ler um livro sobre a cultura da Síria durante a sua viagem da lua de mel.
Por ultimo, este artigo se refere a um economista tentando resolver um exercício de matemática em árabe, por que foi forçado a deixar o avião após a falsa acusação de alguns passageiros. A apostilha diária para fazer cálculos matemáticos também pode ser uma proibição para os muçulmanos.
De acordo com o terceiro parágrafo do artigo primeiro e parágrafo (c) do artigo 55 da Carta das Nações Unidas, todos os governos membros da ONU se comprometeram a "respeitar os direitos humanos e liberdades fundamentais de todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião". Assim as minorias existentes nos países membros, sob o princípio da não-discriminação e igualdade de todas as pessoas, estão sob apoio dos direitos internacionais e, de acordo com esta carta, a base do sistema para apoiar as minorias se fundamenta em "non-discriminação", o segundo artigo da Declaração Universal dos direitos Humanos específica que “todas as pessoas”, sem distinção especialmente de cor, raça, sexo, língua, religião, ideia política ou alguma ideia e nacionalidade, condição social, riqueza, nascimento ou posição, goza de todos os direitos e as liberdades estabelecidos nesta declaração. Os muçulmanos como outros cidadãos gozam também de direitos iguais e devem ser longe de qualquer comportamento discriminatório. Certamente, esse tipo de comportamento discriminatório contra os muçulmanos não se executa segundo nenhuns documentos dos princípios dos direitos humanos vigentes aos direitos das minorias religiosas e cidadãos iguais, mas no marco do projeto da islamofobia e o comportamento fútil e proveniente dos sentimentos que mais do que nunca violam os direitos dos muçulmanos.