Mar. 13, 2016 19:01 UTC
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Saudações a todos os queridos amigos. Estamos com outro capítulo do Panorama a poesia da Revolução. No programa de hoje vamos estudar a literatura de resistência, que é um dos períodos muito importantes da literatura da revolução. Esperamos que seja do vosso agrado, convidamos como sempre para se apreciarem junto conosco o programa de hoje.

Como se recordam nos programas anteriores, tínhamos dado a conhecer a formação da poesia da revolução, que coincidiu com o surgimento da Revolução Islâmica em que nos últimos momentos do regime autoritário de Pahlavi definiu o seu rumo.

Durante os dias da revolução e nas manifestações e protestos populares, muitos dos poetas inspirados pelas conquistas da revolução islâmica, criaram poemas em que neles refletiam os valores do movimento popular, retratando principalmente os aspectos heroico-místicos e religiosos.

Depois do triunfo da revolução islâmica, este gênero de poesia cresceu quantitativamente, em que cogitava a coragens e sacrifícios de uma geração revolucionária.

Não tinha passado muito tempo da vitória da revolução islâmica no Irã que o regime baathista do Iraque invadiu as fronteiras do país, tem travado uma longa e amarga guerra entre os dois países.

Devido às transformações de valores decorrentes pela formação de uma revolução, diferentes camadas da sociedade foram mobilizaram a enfrentar esta invasão e se compareceram no campo de batalha. A resistência popular abriu um novo contexto à poesia e a literatura iraniana e deixou entrar novos conceitos e referencias, mesmo no emprego de novos vocabulários linguísticos e literários.

Oito anos de uma guerra em grande escala e a heroica resistência do povo contra os invasores e os seus impactos, portanto, emergiu uma nova cultura, denominada a “Cultura da Guerra”, o que deu a inicio de transformações drásticas no domínio da poesia persa.

A resistência do povo iraniano na guerra e a audaciosa e a forte atitude de Imam Khomeini (que Deus o abençoe), o fundador da revolução, perante os inimigos e arrogantes, fez com que tivesse criado um espírito critico e um olhar épico conjugando com o misticismo na literatura persa. Tudo isso tem modificado a linguagem e conteúdo da poesia persa.

Ao intensificar a guerra, estas modificações na retorica e no conteúdo ganharam mais força e mais explicitamente expressadas.

Os acontecimentos da guerra, o número de mártires e feridos e os bombardeios das cidades, causaram mais resistência e espírito de sacrifício, especialmente entre os jovens.

Os flagelos que o regime de Saadam tinha causado contra civis indefesas, apoiado por grandes potências, tanto os bombardeios químicos ou lançamento de mísseis contra as cidades, nem pouco conseguiram abalar a criatividade poética e artística, mas, pelo contrário, enriqueceram e fortaleceram os seus espíritos de resistência.

Nesta época, a poesia também entrou nas trincheiras e alguns dos poetas ao participas das cenas da guerra e testemunhar as realidades da luta, cheirando a fumaça de pólvora e bombardeios, tinham sido inspirados em conceitos e as genuínas imagens da realidade agressiva da guerra.

O interlocutor de poesia da guerra era o povo, e consequentemente esta retorica não podia ser criada apenas para agradar uma pessoa ou uma parte específica da sociedade.

Segundo o grande estudioso Mohammad Taqi Jafar: "Nossa literatura tem sido florescido na época da revolução e seu deu fruta na guerra de oito anos entre o Irã e o Iraque.”.

O gênero da poesia da Defesa Sagrada é um dos mais dinâmicos, valiosos e agradáveis, nos últimas décadas de poesia persa e merece ser estudado seriamente.

A linguagem simples, o contexto espiritual e sincero e a utilização da rica cultura islâmica são algumas das características desta poesia da guerra.

Refletir o sofrimento do povo, invocar pela luta, expressar os crimes e tiranias do inimigo, descrever os poderosos guerreiros e mártires, insinuando pelas esperanças no futuro, estão entre os temas mais comuns encontrados na poesia da época da Defesa Sagrada e posteriormente a esta época.

Segundo o mestre Mehrdad Awesta, a guerra motivou o brilho de talentos, uma vez que surgiram novos talentos provenientes de pequenos e desconhecidos lugares e até das aldeias, que sem este acontecimento-com todas as suas atrocidades e amarguras- nunca teriam tido oportunidade de se manifestar.

O mártir e martírio, os combatentes voluntários, valentes e apaixonados, conhecidas como Basiji, os desabrigados nas regiões fronteiriças, a destruição das cidades, a vigor dos soldados e o seu desejo desesperadamente, pelo martírio, foram os temas que os poetas de guerra aperfeiçoaram nas suas obras bem exitosas.

Queridos amigos, no próximo programa serão estudas as características e outros componentes de poesia da revolução. Convidamo-nos a estar conosco na próxima semana. Até lá.